Em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, com respeito e reverência, recomendamos a leitura do excelente livro O rosto materno de Deus, de autoria do
teólogo Leonardo Boff, Editora Vozes, 1996, 267 páginas.
“Professor de Ética e Filosofia da Religião na UERJ, Leonardo Boff, com seu costumeiro arrojo, lança neste ensaio uma deslumbrante hipótese teológica sobre Maria Santíssima. Em Maria, o nosso Deus assume forma feminina; em Maria, o feminino se eleva ao nível da divindade. Servindo-se criativamente dos aportes das ciências humanas, da antropologia teológica e da psicologia junguiana, o autor vê Maria unida singular e intimamente ao Espírito Santo, num modo que só tem paralelo na união hipostática do Verbo divino feito Carne. A belíssima figura de Maria, templo do Espírito, Mãe de Deus, Mãe do Belo Amor, resplandece no texto com brilho extraordinário. E as verdades mariológicas – imaculada conceição, virgindade, maternidade divina – ganham inusitado vigor, profundidade e coerência. As gerações humanas aprendem a contemplar em Maria o Rosto Materno de Deus, a divindade em forma feminina, o feminino alcançando o ponto alto da divinização”.
A obra começa com uma citação do Papa João Paulo I: “Deus é Pai e, ainda mais, Mãe”. E termina assim: “Nela, como em Jesus, Deus é tudo em tudo (cf. 1Cor 15,28).
Na noite do lançamento, em Brasília, o auditório estava cheio. Após a palestra do autor, ele autografou vários de seus livros. O teólogo foi apresentado pelo então governador do Distrito Federal, hoje senador e ex-reitor da UnB, professor doutor Cristovam Buarque. Em suas falas, todos dois referiram-se ao Budismo, de forma bastante elogiosa.
A dedicatória que o autor escreveu para nós diz assim: “Antonio: Deus é também Mãe de bondade. L. Boff”.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Novas do Nalanda
Quem anda fazendo um bom trabalho de divulgação do Budismo Theravada em terras brasileiras é o professor de Dharma Ricardo Sasaki, fundador e diretor do Grupo Nalanda, de Belo Horizonte.
Através de cursos, palestras e retiros ele tem estado em Aracaju, São Paulo, Curitiba, Niterói, além, é claro, da capital mineira.
No próximo ano, em janeiro, Sasaki estará mais uma vez na Índia, apresentando uma palestra na 5ª Bienal Internacional de Buddhismo, um conferência cujo tema é: “Cultura Buddhista na Ásia – Unidade na Diversidade”, organizada pelo Centro Somaiya para Estudos Buddhistas, Universidade de Mumbai (Departamento de Filosofia), Universidade Nova Nalanda e Universidade de Puna (Departamento de Páli).
É muito bom que tenhamos um brasileiro por lá, participando deste encontro.
Maiores detalhes acesse www.nalanda.org.br ou
www.theravadacuritiba.wordpress.com
Através de cursos, palestras e retiros ele tem estado em Aracaju, São Paulo, Curitiba, Niterói, além, é claro, da capital mineira.
No próximo ano, em janeiro, Sasaki estará mais uma vez na Índia, apresentando uma palestra na 5ª Bienal Internacional de Buddhismo, um conferência cujo tema é: “Cultura Buddhista na Ásia – Unidade na Diversidade”, organizada pelo Centro Somaiya para Estudos Buddhistas, Universidade de Mumbai (Departamento de Filosofia), Universidade Nova Nalanda e Universidade de Puna (Departamento de Páli).
É muito bom que tenhamos um brasileiro por lá, participando deste encontro.
Maiores detalhes acesse www.nalanda.org.br ou
www.theravadacuritiba.wordpress.com
domingo, 7 de outubro de 2007
Expansão Planetária
O título acima é uma expressão usada por Jean Boisselier, autor do livro “A Sabedoria de Buda”, Ed. Objetiva, 2002. Fartamente ilustrado, em cores e em preto e branco, as 192 páginas traçam um bom histórico sobre o budismo.
Um dos capítulos finais é sobre a história do Darma no Ocidente, desde o século II aC. até os nossos dias, quando começaram a surgir, no século passado, em diversos países, linhagens autônomas, independentes das tradicionais denominações da Ásia.
É o caso da Igreja Budista Congregacional da América, fundada em 30 de janeiro de 1976 por refugiados vietnamitas; ou então as Igrejas Budistas da América, do ramo Terra Pura, de inspiração japonesa, mas hoje, completamente independente, inclusive é a primeira escola budista a ter capelães nas Forças Armadas dos EUA, da mesma forma que católicos e protestantes também têm os seus capelães. Tem ainda a congênere Igrejas Budistas do Canadá, também Terra Pura, além de outras linhagens com inspiração no budismo chinês.
Enquanto a imigração japonesa no Brasil começou em 18 de junho de 1908; os japoneses e chineses começaram a imigrar para os Estados Unidos nas décadas de 1860 e 1870 e assim levaram a fé em Buda para as novas terras.
Talvez não seja exagero dizer que hoje, em quase todos os países do ocidente, há pelo menos uma forma de budismo sendo praticada, estudada e divulgada.
Sobre esta profusão de escolas, ramos, linhagens, denominações, interpretações que, também estão presente em outras grandes religiões antigas, o professor doutor Thomas J. Hopkins, do Departamento de Estudos Religiosos do Franklin and Marshal College explica:
“Uma tradição religiosa sem santos e místicos, sem novas revelações, sem a experiência do Sagrado que dá um novo sentido aos ensinamentos antigos – tal tradição, não importa em que parte do mundo ela esteja, é espiritualmente morta”.
Ora, como o Budismo é uma tradição espiritualmente viva, é por isso que existem as novas revelações, as novas formas de ser budista, os novos sentidos interpretando os ensinamentos antigos.
Um dos capítulos finais é sobre a história do Darma no Ocidente, desde o século II aC. até os nossos dias, quando começaram a surgir, no século passado, em diversos países, linhagens autônomas, independentes das tradicionais denominações da Ásia.
É o caso da Igreja Budista Congregacional da América, fundada em 30 de janeiro de 1976 por refugiados vietnamitas; ou então as Igrejas Budistas da América, do ramo Terra Pura, de inspiração japonesa, mas hoje, completamente independente, inclusive é a primeira escola budista a ter capelães nas Forças Armadas dos EUA, da mesma forma que católicos e protestantes também têm os seus capelães. Tem ainda a congênere Igrejas Budistas do Canadá, também Terra Pura, além de outras linhagens com inspiração no budismo chinês.
Enquanto a imigração japonesa no Brasil começou em 18 de junho de 1908; os japoneses e chineses começaram a imigrar para os Estados Unidos nas décadas de 1860 e 1870 e assim levaram a fé em Buda para as novas terras.
Talvez não seja exagero dizer que hoje, em quase todos os países do ocidente, há pelo menos uma forma de budismo sendo praticada, estudada e divulgada.
Sobre esta profusão de escolas, ramos, linhagens, denominações, interpretações que, também estão presente em outras grandes religiões antigas, o professor doutor Thomas J. Hopkins, do Departamento de Estudos Religiosos do Franklin and Marshal College explica:
“Uma tradição religiosa sem santos e místicos, sem novas revelações, sem a experiência do Sagrado que dá um novo sentido aos ensinamentos antigos – tal tradição, não importa em que parte do mundo ela esteja, é espiritualmente morta”.
Ora, como o Budismo é uma tradição espiritualmente viva, é por isso que existem as novas revelações, as novas formas de ser budista, os novos sentidos interpretando os ensinamentos antigos.
Releituras de Nichiren
"Mas o meu maior respeito é evocado não tanto pelas elevadas contribuições de Nichiren para a história do budismo japonês quanto pela sua profunda e transbordante cordialidade, a qual se reflete em inúmeras cartas de congratulações, agradecimentos e pêsames enviadas a pessoas que, de outra forma, seriam desconhecidas da história. Numa carta ele agradece a alguém por um saquê tão delicioso quanto o néctar; em outra, expressa sua gratidão por bolinhos tão adoráveis quanto a Lua cheia. Não há dúvida de que essas dádivas de saquê e bolinhos eram sinceras expressões de gratidão de pessoas que visitavam o eremitério de Nichiren para discutir seus problemas e receber sua orientação e conselhos. Ele invariavelmente escrevia uma carta para cada pessoa, com agradecimentos pela lembrança.
- Nichiko Niwano in "O Caminho Interior", Ed. Pensamento, 1996.
(Nichiko Niwano é o atual presidente da RKK - Risho Kossei-Kai, uma organização de leigos budistas que tem mais de 6 milhões de adeptos em vários países. A RKK tem no Sutra Lotus o seu texto básico. Fundada em 1938, chegou ao Brasil, oficialmente, em 1971. Veja o site www.rkk.org.br ).
- Nichiko Niwano in "O Caminho Interior", Ed. Pensamento, 1996.
(Nichiko Niwano é o atual presidente da RKK - Risho Kossei-Kai, uma organização de leigos budistas que tem mais de 6 milhões de adeptos em vários países. A RKK tem no Sutra Lotus o seu texto básico. Fundada em 1938, chegou ao Brasil, oficialmente, em 1971. Veja o site www.rkk.org.br ).
sábado, 6 de outubro de 2007
A Bandeira Budista
Se você entrar no site indicado pela notícia anterior: "Solidariedade que vem da Espanha" verá algumas fotos dos monges budistas de Mianmar (Birmânia) segurando bandeiras budistas. Eis o significado e histórico da bandeira:
"A bandeira budista foi conjuntamente composta pelo Sr. J. R. de Silva e o coronel Henry S. Olcott, como símbolo do renascimento do Budismo no Sri Lanka (antigo Ceilão), no ano de 1880. A bandeira foi, pela primeira vez, usada em 1888 quando a festa de Wesak (a lua cheia de maio) foi celebrada como feriado.
O Coronel Olcott, que era presidente da Sociedade Teosófica, sentiu a necessidade de um símbolo para os budistas. Projetou então uma bandeira para eles procedente da aura que segundo a tradição, teria sido emitida da cabeça do Buda quando se tornou um ser iluminado.
A bandeira do Coronel Olcott veio, mais tarde a simbolizar a unidade dos budistas. Foi aceita como sendo a Bandeira Internacional dos Budistas pela Reunião da Associação Mundial de Budistas, em 1950, e ratificada posteriormente em Tóquio, em 1952. A partir daí o seu uso tornou-se mundial".
(in Catecismo Budista da Escola Jôdo Shinshu, sem data).
"A bandeira budista foi conjuntamente composta pelo Sr. J. R. de Silva e o coronel Henry S. Olcott, como símbolo do renascimento do Budismo no Sri Lanka (antigo Ceilão), no ano de 1880. A bandeira foi, pela primeira vez, usada em 1888 quando a festa de Wesak (a lua cheia de maio) foi celebrada como feriado.
O Coronel Olcott, que era presidente da Sociedade Teosófica, sentiu a necessidade de um símbolo para os budistas. Projetou então uma bandeira para eles procedente da aura que segundo a tradição, teria sido emitida da cabeça do Buda quando se tornou um ser iluminado.
A bandeira do Coronel Olcott veio, mais tarde a simbolizar a unidade dos budistas. Foi aceita como sendo a Bandeira Internacional dos Budistas pela Reunião da Associação Mundial de Budistas, em 1950, e ratificada posteriormente em Tóquio, em 1952. A partir daí o seu uso tornou-se mundial".
(in Catecismo Budista da Escola Jôdo Shinshu, sem data).
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Solidariedade que vem da Espanha
----- Original Message -----
From: "libros budistas" <novedades@librosbudistas.com>
To: "Hakuan ***Antonio Carlos Rocha***"
Sent: Thursday, October 04, 2007 9:55 PM
Subject: Apoya los monjes budistas en Birmania
Amig@s:
Los ataques contra los monjes budistas y manifestantes en Birmania (Myanmar) se multiplican, pero tambien se propaga un movimiento de solidaridad internacional. He recopilado informacion, fotos y sugerencias de lo que podemos hacer en esta pagina:
http://www.librosbudistas.com/otro/monjes-birmania-sept2007.asp
Hagamos algo para que el sacrifico de los monjes no sea en vano.
Muchos saludos
Vayira
(para Hakuan ***Antonio Carlos Rocha***)
From: "libros budistas" <novedades@librosbudistas.com>
To: "Hakuan ***Antonio Carlos Rocha***"
Sent: Thursday, October 04, 2007 9:55 PM
Subject: Apoya los monjes budistas en Birmania
Amig@s:
Los ataques contra los monjes budistas y manifestantes en Birmania (Myanmar) se multiplican, pero tambien se propaga un movimiento de solidaridad internacional. He recopilado informacion, fotos y sugerencias de lo que podemos hacer en esta pagina:
http://www.librosbudistas.com/otro/monjes-birmania-sept2007.asp
Hagamos algo para que el sacrifico de los monjes no sea en vano.
Muchos saludos
Vayira
(para Hakuan ***Antonio Carlos Rocha***)
Um raro texto de U Ba Khin*
“Samádhi (concentração) é um modo de treinar a mente para que se adquira sossego, pureza e vigor, e é por esse método que se constitui a essência da vida religiosa...
É, na realidade, o grande denominador comum de todas as religiões. A menos que uma pessoa consiga limpar sua mente de contaminações e levá-la a um estado de pureza, como poderá identificar-se com Brahma, ou com Deus?
Se bem que diversas religiões empreguem distintos métodos para o cultivo da mente, o fim é sempre o mesmo: um perfeito estado de sossego físico e mental.
Ao estudante que vem ao Centro a prática lhe ajuda a cultivar o seu poder de concentração até que consiga manter a mente bem fixa no objeto desejado.
Para este efeito, a prática recomenda fixar a atenção em um ponto do lábio superior, imediatamente debaixo do nariz, sincronizando com o movimento do ar que entra e sai pelas narinas; ao respirar ocorre a tomada de consciência silenciosa e completa de cada inspiração e expiração...
Esta técnica de meditação anapana (atenção na respiração) que se pratica no Centro tem uma grande vantagem, pois a respiração é um processo não só natural, mas sim também incessante, de modo que está sempre disponível a atenção em todo momento em que se deseje fixar a atenção através desse método, com exclusão de todo pensamento intruso.
Fazendo um esforço decidido para ir limitando a atividade mental, primeiro à região adjacente ao nariz, mediante a atenção da respiração naquela área, e logo depois – ao ir se tornando cada vez mais suave a respiração – e concentrando a atenção em um só ponto do lábio superior, onde se percebe a temperatura do ar respirado; um bom estudante de meditação, isto é, aplicado e dedicado vai conseguir a concentração fixa da mente em uns poucos dias de exercício” (in Os Valores Reais da Verdadeira Meditação Budista, págs. 5 e 6).
- citado por Eric Lerner no livro “El Budismo Viviente”, de Ramiro A. Calle, Ediciones Cedel, Barcelona, 1984, págs. 137 e 138.
(*) U Ba Khin (1899-1971) foi um grande mestre leigo de Meditação Vipássana, na antiga Birmânia (Mianmar). Treinou centenas de ocidentais e, entre estes, autorizou os seguintes discípulos, também leigos, a continuarem a sua obra: S. N. Goenka, na Índia; Robert Hover e Ruth Denison, nos EUA; John Coleman, na Inglaterra.
Nosso blog de estudos, aos poucos, irá traduzindo os importantes textos de U Ba Khin e de Goenkaji, a partir do livro acima citado.
Recomendamos também “La Vipassana: El arte de la meditación budista”, de William Hart, publicado pela Edaf/Nueva Era, Madrid, 1994.
É, na realidade, o grande denominador comum de todas as religiões. A menos que uma pessoa consiga limpar sua mente de contaminações e levá-la a um estado de pureza, como poderá identificar-se com Brahma, ou com Deus?
Se bem que diversas religiões empreguem distintos métodos para o cultivo da mente, o fim é sempre o mesmo: um perfeito estado de sossego físico e mental.
Ao estudante que vem ao Centro a prática lhe ajuda a cultivar o seu poder de concentração até que consiga manter a mente bem fixa no objeto desejado.
Para este efeito, a prática recomenda fixar a atenção em um ponto do lábio superior, imediatamente debaixo do nariz, sincronizando com o movimento do ar que entra e sai pelas narinas; ao respirar ocorre a tomada de consciência silenciosa e completa de cada inspiração e expiração...
Esta técnica de meditação anapana (atenção na respiração) que se pratica no Centro tem uma grande vantagem, pois a respiração é um processo não só natural, mas sim também incessante, de modo que está sempre disponível a atenção em todo momento em que se deseje fixar a atenção através desse método, com exclusão de todo pensamento intruso.
Fazendo um esforço decidido para ir limitando a atividade mental, primeiro à região adjacente ao nariz, mediante a atenção da respiração naquela área, e logo depois – ao ir se tornando cada vez mais suave a respiração – e concentrando a atenção em um só ponto do lábio superior, onde se percebe a temperatura do ar respirado; um bom estudante de meditação, isto é, aplicado e dedicado vai conseguir a concentração fixa da mente em uns poucos dias de exercício” (in Os Valores Reais da Verdadeira Meditação Budista, págs. 5 e 6).
- citado por Eric Lerner no livro “El Budismo Viviente”, de Ramiro A. Calle, Ediciones Cedel, Barcelona, 1984, págs. 137 e 138.
(*) U Ba Khin (1899-1971) foi um grande mestre leigo de Meditação Vipássana, na antiga Birmânia (Mianmar). Treinou centenas de ocidentais e, entre estes, autorizou os seguintes discípulos, também leigos, a continuarem a sua obra: S. N. Goenka, na Índia; Robert Hover e Ruth Denison, nos EUA; John Coleman, na Inglaterra.
Nosso blog de estudos, aos poucos, irá traduzindo os importantes textos de U Ba Khin e de Goenkaji, a partir do livro acima citado.
Recomendamos também “La Vipassana: El arte de la meditación budista”, de William Hart, publicado pela Edaf/Nueva Era, Madrid, 1994.
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