O Bodhisatva Kokuzo (em sânscrito: Akasagarbha) desempenhou um papel central nas visões e sonhos do jovem Nichiren, que mais tarde escreveu:
“Desde muito jovem, eu rezava ao Bodhisatva Kokuzo para que fizesse de mim o homem mais sábio do Japão”.
Ao meditar sobre esse bodhisatva, Nichiren sentiu vibrar sua vocação em tenra idade.
A afinidade de Nichiren com a tradição esotérica fica clara a partir de diversos aspectos de seu pensamento.
Na tradição esotérica, todos os seres sencientes são considerados capazes de alcançar a iluminação, auxiliados por mantras, obras de arte e várias práticas físicas e mentais. O meio para se alcançar essa iluminação são mudrás, posturas, mantras, mandalas e técnicas de meditação.
Mantras, mandalas e mudrás são usados para inculcar hábitos de pensamento esotérico. O mantra é um instrumento para evocar e produzir algo na mente, uma fórmula sagrada, ou encantamento mágico, para trazer à mente a visão e a presença interior de uma divindade (um espírito, um ser de Luz). Ele é usado para ajudar o praticante a vivenciar a presença do Absoluto, ou Dharmakaya. No mantra ouve-se a voz do Dharmakaya vinda do próprio corpo. As mandalas, assim como os mantras, auxiliam nos níveis supra-racionais da experiência e são empregados para ajudar os estudantes a alcançar diferentes níveis de percepção.
Os parágrafos acima estão no livro Espiritualidade Budista, volume 2, editora Perspectiva, de Takeuchi Yoshinori. Autor e organizador. É professor emérito da Universidade de Quioto e um dos principais integrantes do movimento que ficou conhecido internacionalmente como Escola de Filosofia de Quioto, fundada por antigos alunos e admiradores de Heidegger, no princípio do século 20.
- Após quatro anos de noviciado, o jovem Nichiren foi ordenado plenamente aos 15 anos, em 1237, no ramo esotérico Sanmon da linhagem Tendai. Continuando assim os seus estudos e pesquisas de todas as linhagens que na época existiam no Japão.
- Quando ele rezou ao Bodhisatva Kokuzo pedindo sabedoria, na verdade, era para compartilhar depois, com os discípulos, seguidores e amigos os ensinamentos do Senhor Buddha.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Nichiren Menino
Ele era uma agradável criança, passou a primeira infância com os pais, naquela minúscula colônia de pescadores em contato com a natureza. Da mãe herdou a ternura para com os seres vivos. Do pai, a bondade búdica e o respeito para com todos, até para com os espíritos, os devas. Bondade e ternura, bem podem ser sinônimos, assim, o menino se criou.
Bem próximo, na aldeia, havia o templo Kyosumi, dedicado ao Bodhisatva Kokuzo, em sânscrito Akasagarbha, e assim, diariamente, pela manhã e à noite, a família orava em frente ao pequeno oratório na humilde casa o tradicional “Namu Bossatsu (bodhisatva em japonês) Kokuzo (eu me refugio no Buda Kokuzo)”. E, de fato, como vamos ver o Bodhisatva Kokuzo o acolheu e o amparou em seu templo.
O menino nasceu em 16 de fevereiro de 1222, e recebeu o nome de Zennitimaru. A primeira sílaba de seu era Zen, era meditação, era caminho, era prática de louvor e dedicação ao Buddha. Seu pai chamava-se Nukina e sua mãe Umeguiku.
Mas, quis o destino que aos 11 anos ele ficasse órfão de pai e mãe. O Bodhisatva Kokuzo cumpriu a promessa, e o menino foi adotado pelo templo local, que pertencia ao ramo esotérico Sanmon, da linhagem Tendai. O abade deste templo chama-se Venerável Douzen que se tornou então uma espécie de pai, mestre, professor e preceptor. Zennitimimaru começa com Zen, seu patriarca terminava com Zen, Douzen – o caminho da meditação.
Zennitimaru conhecia o abade desde a mais tenra infância, admirava-o e reverenciava-o como grande sacerdote, deste modo não foi difícil transferir a figura masculina para o novo “pai”.
Logo no segundo dia que começou a morar em Kyosumi, o mestre Douzen dirigiu-se ao novo discípulo, logo após a liturgia matinal.
- Zennitimaru, todo dia nós vamos estudar um ponto, uma lição desse nosso bonito caminho que nos levará à Terra Pura do Senhor Buddha, certo?
- Sim mestre, meus pais sempre diziam que no dia que eles passassem para a outra dimensão, o Buddha Kokuzo estaria comigo o tempo inteiro.
- Estaria não, Ele está conosco, eternamente, pois ele é uma emanação do Buddha eterno, o Senhor Adhi-Buddha, o Buddha Primordial, criador dos céus e da terra.
- Meus pais diziam também que logo eu viria para cá, estudar a santa doutrina da iluminação.
- Pois é Zennitimaru, então chegou a hora. Você pode e deve brincar, mas temos muito o que aprender. Nossa escola esotérica Sanmon se caracteriza pela investigação de todas as linhagens, de todos os ensinamentos do nosso querido Mestre Buddha. Sinta-se alegre, contente e feliz, você agora é um noviço. Seus, de onde estão, também estão alegres, contentes e felizes sabendo que o filho agora é um noviço do Buda Kokuzo.
- Namo Buddha Kokuzo ! – repetiu o menino com devoção.
- Isso mesmo, repita sempre, recite com fé ao longo do dia e da noite, mesmo dormindo, sonhando, cante este santo dharani.
Bem próximo, na aldeia, havia o templo Kyosumi, dedicado ao Bodhisatva Kokuzo, em sânscrito Akasagarbha, e assim, diariamente, pela manhã e à noite, a família orava em frente ao pequeno oratório na humilde casa o tradicional “Namu Bossatsu (bodhisatva em japonês) Kokuzo (eu me refugio no Buda Kokuzo)”. E, de fato, como vamos ver o Bodhisatva Kokuzo o acolheu e o amparou em seu templo.
O menino nasceu em 16 de fevereiro de 1222, e recebeu o nome de Zennitimaru. A primeira sílaba de seu era Zen, era meditação, era caminho, era prática de louvor e dedicação ao Buddha. Seu pai chamava-se Nukina e sua mãe Umeguiku.
Mas, quis o destino que aos 11 anos ele ficasse órfão de pai e mãe. O Bodhisatva Kokuzo cumpriu a promessa, e o menino foi adotado pelo templo local, que pertencia ao ramo esotérico Sanmon, da linhagem Tendai. O abade deste templo chama-se Venerável Douzen que se tornou então uma espécie de pai, mestre, professor e preceptor. Zennitimimaru começa com Zen, seu patriarca terminava com Zen, Douzen – o caminho da meditação.
Zennitimaru conhecia o abade desde a mais tenra infância, admirava-o e reverenciava-o como grande sacerdote, deste modo não foi difícil transferir a figura masculina para o novo “pai”.
Logo no segundo dia que começou a morar em Kyosumi, o mestre Douzen dirigiu-se ao novo discípulo, logo após a liturgia matinal.
- Zennitimaru, todo dia nós vamos estudar um ponto, uma lição desse nosso bonito caminho que nos levará à Terra Pura do Senhor Buddha, certo?
- Sim mestre, meus pais sempre diziam que no dia que eles passassem para a outra dimensão, o Buddha Kokuzo estaria comigo o tempo inteiro.
- Estaria não, Ele está conosco, eternamente, pois ele é uma emanação do Buddha eterno, o Senhor Adhi-Buddha, o Buddha Primordial, criador dos céus e da terra.
- Meus pais diziam também que logo eu viria para cá, estudar a santa doutrina da iluminação.
- Pois é Zennitimaru, então chegou a hora. Você pode e deve brincar, mas temos muito o que aprender. Nossa escola esotérica Sanmon se caracteriza pela investigação de todas as linhagens, de todos os ensinamentos do nosso querido Mestre Buddha. Sinta-se alegre, contente e feliz, você agora é um noviço. Seus, de onde estão, também estão alegres, contentes e felizes sabendo que o filho agora é um noviço do Buda Kokuzo.
- Namo Buddha Kokuzo ! – repetiu o menino com devoção.
- Isso mesmo, repita sempre, recite com fé ao longo do dia e da noite, mesmo dormindo, sonhando, cante este santo dharani.
domingo, 6 de setembro de 2009
O Buddha e a Prostituta
Na Índia, havia, na época de Buddha, uma prostituta de alta classe e bastante famosa que se chamava Ambhapáli. Ela se devotou profundamente a Sakyamuni como discípula leiga e cedeu-lhe o parque de Ambhapáli, de sua propriedade, para ser usado como centro de práticas religiosas.
Sakyamuni pregava-lhe o seguinte: “Hoje você é bela, mas um dia envelhecerá, a coluna se vergará e rugas marcarão o seu rosto. Tenha consciência de que este mundo é efêmero”.
Na terceira idade, ao se ordenar e se tornar monja, ela disse: “Aconteceu tal como Sakyamuni pregou”.
Sakiamuni atendia a todos com carinho, inclusive as prostitutas, mostrando-lhes a possibilidade de seguir o caminho da fé.
Certo dia, Ambhapáli convidou Sakyamuni e seus discípulos para um banquete. No caminho de volta, sua carruagem chocou-se com a de nobres rapazes da família Ricchavi.
Ela pediu desculpas pelo acidente e disse que estava com pressa devido aos preparativos do banquete. Ao tomar conhecimento do evento, os jovens se dirigiram a Sakyamuni. “Não é bom o Senhor aceitar o convite de uma prostituta. Nós lhe oferecemos um banquete melhor, queira aceitar o nosso convite”. Ao que Sakyamuni recusa prontamente: “Eu já assumi o compromisso. O convite de uma prostituta não é inferior ao de um nobre. Não posso aceitar agora vosso convite, pois vou cumprir o que prometi”.
- A história é contada pelo mestre Ryuho Okawa, em seu livro A Vida Verdadeira, editado pela Ciência da Felicidade, 1996.
- Mestre Okawa acrescenta que hoje, Ambhapáli é um Espírito Superior de muita Luz. Ela de fato, tinha muita fé em Sakyamuni. E ainda tem, no plano espiritual onde se encontra.
Outros textos podem ser acessados no ótimo blog, que vem da sede, no Japão, em português: http://cienciadafelicidade.org
Sakyamuni pregava-lhe o seguinte: “Hoje você é bela, mas um dia envelhecerá, a coluna se vergará e rugas marcarão o seu rosto. Tenha consciência de que este mundo é efêmero”.
Na terceira idade, ao se ordenar e se tornar monja, ela disse: “Aconteceu tal como Sakyamuni pregou”.
Sakiamuni atendia a todos com carinho, inclusive as prostitutas, mostrando-lhes a possibilidade de seguir o caminho da fé.
Certo dia, Ambhapáli convidou Sakyamuni e seus discípulos para um banquete. No caminho de volta, sua carruagem chocou-se com a de nobres rapazes da família Ricchavi.
Ela pediu desculpas pelo acidente e disse que estava com pressa devido aos preparativos do banquete. Ao tomar conhecimento do evento, os jovens se dirigiram a Sakyamuni. “Não é bom o Senhor aceitar o convite de uma prostituta. Nós lhe oferecemos um banquete melhor, queira aceitar o nosso convite”. Ao que Sakyamuni recusa prontamente: “Eu já assumi o compromisso. O convite de uma prostituta não é inferior ao de um nobre. Não posso aceitar agora vosso convite, pois vou cumprir o que prometi”.
- A história é contada pelo mestre Ryuho Okawa, em seu livro A Vida Verdadeira, editado pela Ciência da Felicidade, 1996.
- Mestre Okawa acrescenta que hoje, Ambhapáli é um Espírito Superior de muita Luz. Ela de fato, tinha muita fé em Sakyamuni. E ainda tem, no plano espiritual onde se encontra.
Outros textos podem ser acessados no ótimo blog, que vem da sede, no Japão, em português: http://cienciadafelicidade.org
sábado, 5 de setembro de 2009
Constelação Familiar
O título acima também é o título do mais novo e excelente livro de Divaldo Pereira Franco, consagrado médium e orador espírita, já psicografou cerca de 200 obras.
Constelação Familiar vem pela inspiração de sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis. A última encarnação desse Espírito foi como a freira Sóror Joana Angélica de Jesus (1761-1822), que viveu em Salvador, BA, conhecida como Mártir da Independência do Brasil. Em sua penúltima reencarnação foi a freira Sór Juana Inês de la Cruz (1651-1695), a maior poetisa da língua hispânica. No século I foi Joana de Cusa, piedosa mulher que foi citada no Evangelho e queimada ao lado do filho de outros cristãos no Coliseu de Roma.
Estamos na Semana da Pátria e assim estamos reverenciando a Mártir de nossa Independência. O Espírito Joana de Angelis já ditou para Divaldo 55 livros, dos quais 31 traduzidos para oito idiomas e 5 transcritos em Braille.
Compre o livro e faça caridade. Como brinde, a cortesia fica por conta da edificante leitura. Todo o produto da edição é destinado à manutenção da Mansão do Caminho, obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, que Divaldo e outros abnegados trabalhadores espíritas mantém na capital baiana.
www.mansaodocaminho.com.br
Constelação Familiar vem pela inspiração de sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis. A última encarnação desse Espírito foi como a freira Sóror Joana Angélica de Jesus (1761-1822), que viveu em Salvador, BA, conhecida como Mártir da Independência do Brasil. Em sua penúltima reencarnação foi a freira Sór Juana Inês de la Cruz (1651-1695), a maior poetisa da língua hispânica. No século I foi Joana de Cusa, piedosa mulher que foi citada no Evangelho e queimada ao lado do filho de outros cristãos no Coliseu de Roma.
Estamos na Semana da Pátria e assim estamos reverenciando a Mártir de nossa Independência. O Espírito Joana de Angelis já ditou para Divaldo 55 livros, dos quais 31 traduzidos para oito idiomas e 5 transcritos em Braille.
Compre o livro e faça caridade. Como brinde, a cortesia fica por conta da edificante leitura. Todo o produto da edição é destinado à manutenção da Mansão do Caminho, obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, que Divaldo e outros abnegados trabalhadores espíritas mantém na capital baiana.
www.mansaodocaminho.com.br
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Ciência da Felicidade cresce
No primeiro trimestre de 2009, a linhagem budista japonesa, Ciência da Felicidade, inaugurou 22 templos em 16 países. Entre outros, um em Bodhigaya, local da iluminação do Senhor Buddha, na Índia.
O lançamento do PRF - Partido da Realização da Felicidade já tem site em inglês, veja
http://www.hr-party.info/
Maiores detalhes na edição 172 da revista mensal, setembro de 2009. Nesse número, o mestre Ryuho Okawa afirma, à página 21: "Política e religião são dois lados da moeda".
www.cfelicidade.com.br
O lançamento do PRF - Partido da Realização da Felicidade já tem site em inglês, veja
http://www.hr-party.info/
Maiores detalhes na edição 172 da revista mensal, setembro de 2009. Nesse número, o mestre Ryuho Okawa afirma, à página 21: "Política e religião são dois lados da moeda".
www.cfelicidade.com.br
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Diálogo Inter-Religioso
II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa.
20 de setembro de 2009, domingo, 10 horas, orla de Copacabana, concentração no posto 6.
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa – RJ.
Fórum de Diálogo Inter-Religioso – RJ.
www.eutenhofe.org.br
Toda sexta-feira, nas bancas do Rio de Janeiro, compre o jornal Povo e leia a coluna “Povo de Fé”. Divulgue o seu evento.
No dia 20/09, mesmo que chova, estaremos juntos, mais uma vez, para manifestar pacificamente o nosso desejo de liberdade! Crianças, idosos, homens e mulheres que acreditam ser possível a convivência harmoniosa entre todas as crenças, estarão unidos.
A 2ª Caminhada é realizada em nome da Democracia. Religiosos, simpatizantes, místicos, ateus, agnósticos de vários pontos do Brasil esperam por você ! O ano passado, na primeira caminhada, estavam presentes cerca de 20 mil pessoas.
20 de setembro de 2009, domingo, 10 horas, orla de Copacabana, concentração no posto 6.
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa – RJ.
Fórum de Diálogo Inter-Religioso – RJ.
www.eutenhofe.org.br
Toda sexta-feira, nas bancas do Rio de Janeiro, compre o jornal Povo e leia a coluna “Povo de Fé”. Divulgue o seu evento.
No dia 20/09, mesmo que chova, estaremos juntos, mais uma vez, para manifestar pacificamente o nosso desejo de liberdade! Crianças, idosos, homens e mulheres que acreditam ser possível a convivência harmoniosa entre todas as crenças, estarão unidos.
A 2ª Caminhada é realizada em nome da Democracia. Religiosos, simpatizantes, místicos, ateus, agnósticos de vários pontos do Brasil esperam por você ! O ano passado, na primeira caminhada, estavam presentes cerca de 20 mil pessoas.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Shugendô
Em outubro de 1974, a edição nº 26 da revista Planeta publicou um artigo especial, com chamada de capa, da página 54 a 69, sobre o título acima. Autoria do Venerável monge, professor doutor em História, da USP, Ricardo Mário Gonçalves, com uma série de fotos.
Nosso blog já fez várias referências ao extenso e brilhante currículo do professor, mas, este ainda não citamos aqui: monge Ricardo, na ocasião em que o artigo veio à lume, era vice-presidente da Loja Siddhartha, da Sociedade Teosófica no Brasil.
Nessa matéria ele fala de sua iniciação como Yamabushi – praticantes budistas esotéricos - que mesmo morando nas cidades, com freqüência fazem seus rituais e cerimônias nas montanhas do Japão.
É um rito antiqüíssimo. Há um profundo respeito pela natureza e integração/comunhão com o ecossistema, pois o Senhor Buddha ensinou que tudo tem vida, até os pedras, e um ser humano pode, em algumas situações, renascer no reino animal, vegetal e até mineral.
“Os Yamabushis se originaram das classes populares e sempre atuaram no seio do povo humilde não só como organizadores de irmandades religiosas e como xamãs-feiticeiros dotados de poderes de premonição e curas, mas também líderes culturais, difusores de técnicas da medicina oriental, criadores de festivais artísticos com música, dança, teatro etc.”
Afirma o venerável que “o Shugendô é um sincretismo do esoterismo budista com o xintoísmo. É formado por um número incontável de pequenas irmandades que se organizam espontaneamente em torno de certos indivíduos que o consenso popular reconhece como líderes”.
O professor conta ainda que há invocação e incorporação mediúnica de espíritos.
A veneração principal é ao poderoso Bodhisatva Fudô Myoô, o rei da Luz (Vidyarajá Acala, em sânscrito), protetor dos Buddhas. Fudô Myoô tem aspecto irado e pode se manifestar de sete formas diferentes, mediante o caso para dar segurança aos praticantes.
Novamente diz o monge Gonçalves: “Os Yamabushis consideram os mantras e mudras de Fudô Myoô extremamente eficazes para o trabalho de desenvolvimento dos poderes psíquicos. São utilizados em inúmeros rituais de magia”.
Namo Fudô Myoô !
Nosso blog já fez várias referências ao extenso e brilhante currículo do professor, mas, este ainda não citamos aqui: monge Ricardo, na ocasião em que o artigo veio à lume, era vice-presidente da Loja Siddhartha, da Sociedade Teosófica no Brasil.
Nessa matéria ele fala de sua iniciação como Yamabushi – praticantes budistas esotéricos - que mesmo morando nas cidades, com freqüência fazem seus rituais e cerimônias nas montanhas do Japão.
É um rito antiqüíssimo. Há um profundo respeito pela natureza e integração/comunhão com o ecossistema, pois o Senhor Buddha ensinou que tudo tem vida, até os pedras, e um ser humano pode, em algumas situações, renascer no reino animal, vegetal e até mineral.
“Os Yamabushis se originaram das classes populares e sempre atuaram no seio do povo humilde não só como organizadores de irmandades religiosas e como xamãs-feiticeiros dotados de poderes de premonição e curas, mas também líderes culturais, difusores de técnicas da medicina oriental, criadores de festivais artísticos com música, dança, teatro etc.”
Afirma o venerável que “o Shugendô é um sincretismo do esoterismo budista com o xintoísmo. É formado por um número incontável de pequenas irmandades que se organizam espontaneamente em torno de certos indivíduos que o consenso popular reconhece como líderes”.
O professor conta ainda que há invocação e incorporação mediúnica de espíritos.
A veneração principal é ao poderoso Bodhisatva Fudô Myoô, o rei da Luz (Vidyarajá Acala, em sânscrito), protetor dos Buddhas. Fudô Myoô tem aspecto irado e pode se manifestar de sete formas diferentes, mediante o caso para dar segurança aos praticantes.
Novamente diz o monge Gonçalves: “Os Yamabushis consideram os mantras e mudras de Fudô Myoô extremamente eficazes para o trabalho de desenvolvimento dos poderes psíquicos. São utilizados em inúmeros rituais de magia”.
Namo Fudô Myoô !
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