Tanto no Budismo Japonês quanto no Xintoísmo é comum a expressão Oyá-Samá acoplada a outros termos para designar grandes patriarcas e mestres. Por exemplo, o patriarca da PL – Perfeita Liberdade, chama-se Oshieoyá-Samá. Na Igreja Messiânica temos Meishu-Sama. Etc... em outras correntes que vem do Japão. Neste caso, tanto o patriarca da PL, quanto da Igreja Messiânica, eles são Budas porque são pessoas especiais, bodhisatvas. Dentro do Mahayana japonês todos somos Buddhas. Todos os seres vivos, inclusive os minerais que também são seres vivos.
Daisetz Teitaro Suzuki, em seu livro Mística Cristã e Budista, editora Itatiaia, 1976, esclarece que: “Oyá não tem equivalente em inglês. É tanto maternidade quanto paternidade, não no sentido biológico, mas como símbolo de benevolência. Samá, partícula honorífica, é, às vezes, abreviada para sam, menos cerimoniosa e mais amistosa e íntima”.
Reflito que o Samá japonês pode vir da língua páli, onde estão os textos canônicos do Budismo Theravada. Lembremos que Samma Sambuddha é o Buda mais alto, o Supremo Buddha.
No citado livro Suzuki transcreve mais de cem estrofes do poeta e monge Saichi, na mais remota antiguidade da prática do Nembutsu, vejamos uma:
Oyá-Samá é Buda
Que transforma Saichi num Buda...
Sou agradecido pela graça,
Namu Amida Butsu, Namu Amida Butsu.
Namu Amida Butsu significa: Eu me refugio no Buda Amida, Eu me refugio na Luz Infinita do Buda Amida. Amida quer dizer Luz Infinita. Luz Infinita é Deus. Oyá-Samá é Deus.
O templo Seigon, onde Nichiren se criou, estudou, foi educado, se ordenou e morou tinha a prática diária do Nembutsu.
Observe a primeira letra: Nichiren – Nembutsu – Nirvana !
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
O Renascimento de Buda
É um desenho animado japonês, de longa metragem que será lançado brevemente em inglês e, certamente, percorrerá o mundo.
É inspirado no livro, de mesmo nome, de autoria do mestre Ryuho Okawa, fundador da Ciência da Felicidade.
No Brasil esta obra foi publicada pela editora Best Seller e tem 176 páginas. Tem como subtítulo: “Mensagem aos discípulos de vínculos passados”.
É belíssimo! O estilo de Okawa é brilhante. O leitor tem a impressão de que está ouvindo as palavras do próprio Buda. Como se fosse uma conversa, com Sakyamuni a nossa frente.
Excetuando-se um capítulo, todo o restante do texto foi construído em frases soltas, versos brancos de uma longa poesia-ensinamento.
Nos sentimos honrados em fazer parte da Ciência da Felicidade, no Rio, desde, 31.05.1998.
Nossa reverência: “Namu El Cantare yo Buda Maha Vairocana” !
www.cfelicidade.com.br
É inspirado no livro, de mesmo nome, de autoria do mestre Ryuho Okawa, fundador da Ciência da Felicidade.
No Brasil esta obra foi publicada pela editora Best Seller e tem 176 páginas. Tem como subtítulo: “Mensagem aos discípulos de vínculos passados”.
É belíssimo! O estilo de Okawa é brilhante. O leitor tem a impressão de que está ouvindo as palavras do próprio Buda. Como se fosse uma conversa, com Sakyamuni a nossa frente.
Excetuando-se um capítulo, todo o restante do texto foi construído em frases soltas, versos brancos de uma longa poesia-ensinamento.
Nos sentimos honrados em fazer parte da Ciência da Felicidade, no Rio, desde, 31.05.1998.
Nossa reverência: “Namu El Cantare yo Buda Maha Vairocana” !
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Unsui
Unsui é um termo budista constituído de dois caracteres chineses que significam nuvem e água. Trata-se de uma forma de disciplina espiritual da Ciência da Felicidade, praticada durante a residência de, no mínimo, um mês em um templo desta jovem linhagem contemporânea.
É um retiro-seminário. Ótimo treinamento espiritual.
Seja livre como as nuvens e flua como um rio, diz o lema do retiro.
Na antiguidade Zenbudista, os noviços eram chamados de Unsui, de modo que eles se libertassem dos apegos e preconceitos. Nuvem é água na forma gasosa e água é nuvem na forma líquida. Uma coisa só, que por ser bem flexível e adaptável tem humildade e simplicidade de seguir adiante... vivendo.
Os noviços da Ciência da Felicidade podem casar, constituir família, trabalhar em sua profissões etc.
A informação está na revista de outubro, nº 173, outubro de 2009.
www.cfelicidade.com.br
É um retiro-seminário. Ótimo treinamento espiritual.
Seja livre como as nuvens e flua como um rio, diz o lema do retiro.
Na antiguidade Zenbudista, os noviços eram chamados de Unsui, de modo que eles se libertassem dos apegos e preconceitos. Nuvem é água na forma gasosa e água é nuvem na forma líquida. Uma coisa só, que por ser bem flexível e adaptável tem humildade e simplicidade de seguir adiante... vivendo.
Os noviços da Ciência da Felicidade podem casar, constituir família, trabalhar em sua profissões etc.
A informação está na revista de outubro, nº 173, outubro de 2009.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Mahikari, um ano
Há precisamente um ano, no mês de outubro de 2008, entrei pela primeira vez no Shô Dojô do RJ. Vem a ser, o abençoado templo, no Catete, onde se pratica a imposição de mãos conhecida como Arte Mahikari.
Comprei então a revista mensal Sukyo Mahikari, nº 139, que entre outras, noticiava que o Patriarca da instituição, Odairisama, foi recepcionado no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula, juntamente com outros japoneses e seus descendentes, por ocasião das celebrações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Li a revista, devorei os ensinamentos ficando maravilhado. Escolhi o segundo item da prática: “Expandir e divulgar, diligentemente, a Luz e os Ensinamentos Divinos” via este blog.
Hoje, igualmente maravilhado, leio na edição antiga da citada revista, nº 135, o depoimento de uma senhora da cidade de Iaciara, a 530 km de Goiânia, em pleno centro-oeste brasileiro.
Pessoas humildes, simples, procurando-a, em sua casa, nas mais diversas horas do dia e da noite, batendo em sua porta, para receberem a Luz Divina, através da Imposição de Mãos. Moradores de localidades próximas ouvindo falar e interessados em conhecer esta arte de impor as mãos, que era do Buda, e foi redescoberta no século 20.
Penso que é pura caridade. A prática da Arte Mahikari tem tudo para crescer e se espalhar por este imenso Brasil. Já está presente em mais de 50 cidades brasileiras e a tendência da Luz é ir adiante, para o bem de muitos.
Comprei então a revista mensal Sukyo Mahikari, nº 139, que entre outras, noticiava que o Patriarca da instituição, Odairisama, foi recepcionado no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula, juntamente com outros japoneses e seus descendentes, por ocasião das celebrações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Li a revista, devorei os ensinamentos ficando maravilhado. Escolhi o segundo item da prática: “Expandir e divulgar, diligentemente, a Luz e os Ensinamentos Divinos” via este blog.
Hoje, igualmente maravilhado, leio na edição antiga da citada revista, nº 135, o depoimento de uma senhora da cidade de Iaciara, a 530 km de Goiânia, em pleno centro-oeste brasileiro.
Pessoas humildes, simples, procurando-a, em sua casa, nas mais diversas horas do dia e da noite, batendo em sua porta, para receberem a Luz Divina, através da Imposição de Mãos. Moradores de localidades próximas ouvindo falar e interessados em conhecer esta arte de impor as mãos, que era do Buda, e foi redescoberta no século 20.
Penso que é pura caridade. A prática da Arte Mahikari tem tudo para crescer e se espalhar por este imenso Brasil. Já está presente em mais de 50 cidades brasileiras e a tendência da Luz é ir adiante, para o bem de muitos.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Rio 2016
Todos estamos contentes e felizes com a conquista das Olimpíadas para o Rio, em 2016. Os agradecimentos são muitos, mas até agora, até prova em contrário, não vi, nem li, nenhuma referência a um grande torcedor, um carioca de coração.
É o padroeiro da cidade. São Sebastião é um Espírito de Luz. No esoterismo chamamos de Espíritos Territoriais aqueles que cuidam dos lugares.
Mesmo não sendo católico, respeitamos e reverenciamos este ser de Luz, São Sebastião, aliás, o nome oficial que constava, antigamente, nos livros escolares era Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Ali na Praça do Russel, na Glória, há uma grande estátua-imagem de São Sebastião. Sempre que passo por lá, cumprimento-o e reverencio-o, respeitosamente, assim como faria com uma autoridade.
Ele é uma autoridade espiritual.
É o padroeiro da cidade. São Sebastião é um Espírito de Luz. No esoterismo chamamos de Espíritos Territoriais aqueles que cuidam dos lugares.
Mesmo não sendo católico, respeitamos e reverenciamos este ser de Luz, São Sebastião, aliás, o nome oficial que constava, antigamente, nos livros escolares era Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Ali na Praça do Russel, na Glória, há uma grande estátua-imagem de São Sebastião. Sempre que passo por lá, cumprimento-o e reverencio-o, respeitosamente, assim como faria com uma autoridade.
Ele é uma autoridade espiritual.
sábado, 3 de outubro de 2009
Profetas da Esperança
Com o título acima, aconteceu na PUC-RJ, de 28/09 a 02/10, a Semana da Cultura Religiosa: Construindo Caminhos de Lucidez e de Transformação. Cerca de 100 participantes se fizeram presentes: alunos, professores e visitantes.
Entre os temas abordados houve um debate no início da semana com o sr. Alexander Lacks, sobrevivente do Holocausto. Nos outros dias: a profa. Eliana Yunes, da PUC-RJ: Poesia e Sentimento Religioso: Teo-poética – Cátedra Unesco de Leitura. A profa. Sandra Korman Dib, PUC-Rio: Planejamento de Vida. O padre Ricardo Rezende e prof. da UFRJ, debate sobre o filme: Expedito em busca de outros nortes. O prof. e padre Libânio, Faje – BH, MG: Caminhos de Lucidez e Transformação. O prof. Celso Carias, PUC-Rio e o aluno Júlio Mendes, do Serviço Social: As Comunidades Eclesiais de Base pelo Brasil. Oficina de Danças Circulares com Denise Nagem.
Encerrando a semana tivemos a Celebração Inter-Religiosa com o padre Geraldo, prof. da PUC-Rio, o pastor Edson da Igreja Cristã de Ipanema e, falando sobre o Budismo, este que vos escreve.
Tendo como tema base Profetas da Esperança, o padre Geraldo falou sobre Dom Helder Câmara, o pastor Edson destacou passagens da vida e da obra do pastor batista Martin Luther King e, sobre o Darma, destacamos a vida e a obra do monge budista e profeta japonês Nichiren.
Um detalhe interessante é que o pastor batista Martin Luther King, indicou o monge zenbudista vietnamita Thich Nhat Hanh como candidato ao Prêmio Nobel da Paz.
Vemos assim que o diálogo inter-religioso é possível, louvável e recomendável. Parabéns aos organizadores e participantes do evento.
Acesse:
www.puc-rio.br/puc-riodigital
www.igrejacristadeipanema.org.br
Entre os temas abordados houve um debate no início da semana com o sr. Alexander Lacks, sobrevivente do Holocausto. Nos outros dias: a profa. Eliana Yunes, da PUC-RJ: Poesia e Sentimento Religioso: Teo-poética – Cátedra Unesco de Leitura. A profa. Sandra Korman Dib, PUC-Rio: Planejamento de Vida. O padre Ricardo Rezende e prof. da UFRJ, debate sobre o filme: Expedito em busca de outros nortes. O prof. e padre Libânio, Faje – BH, MG: Caminhos de Lucidez e Transformação. O prof. Celso Carias, PUC-Rio e o aluno Júlio Mendes, do Serviço Social: As Comunidades Eclesiais de Base pelo Brasil. Oficina de Danças Circulares com Denise Nagem.
Encerrando a semana tivemos a Celebração Inter-Religiosa com o padre Geraldo, prof. da PUC-Rio, o pastor Edson da Igreja Cristã de Ipanema e, falando sobre o Budismo, este que vos escreve.
Tendo como tema base Profetas da Esperança, o padre Geraldo falou sobre Dom Helder Câmara, o pastor Edson destacou passagens da vida e da obra do pastor batista Martin Luther King e, sobre o Darma, destacamos a vida e a obra do monge budista e profeta japonês Nichiren.
Um detalhe interessante é que o pastor batista Martin Luther King, indicou o monge zenbudista vietnamita Thich Nhat Hanh como candidato ao Prêmio Nobel da Paz.
Vemos assim que o diálogo inter-religioso é possível, louvável e recomendável. Parabéns aos organizadores e participantes do evento.
Acesse:
www.puc-rio.br/puc-riodigital
www.igrejacristadeipanema.org.br
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
São Francisco de Assis
No próximo dia 4 de outubro, domingo, a Catedral de São Paulo Apóstolo (Igreja Anglicana) que fica no bairro de Santa Teresa, Rio, estará realizando às 11 horas a Missa e a Bênção dos Animais, em homenagem à memória de São Francisco de Assis.
Reverenda Inamar de Souza é a dinâmica dirigente da Catedral, que sempre apoiou as lutas da Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, abrindo aquela Casa Espiritual para uma série de eventos da comunidade.
Reverências também ao Bispo Anglicano do Rio de Janeiro, superior da reverenda Inamar. Certa feita, conversando com ele e parabenizando-o por esta inserção social, respondeu-me que se não fosse esta inserção social a Igreja não faria sentido.
Em homenagem ao citado Santo, o calendário civil marca: Dia da Ecologia, Dia das Aves e dos Animais, Dia Universal da Anistia.
A editora Record tem um ótimo livro com o título: São Francisco de Assis, do historiador Jacques Le Goff, 2001, com 252 páginas sobre a vida e a obra do homem de Assis. Le Goff foi presidente da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris.
Sobre este livro disse o Le Nouvel Observateur: “Ele (o santo) denunciou o horror econômico antes de Viviane Forrester e Pierre Bourdier, ele anunciou a cultura hippie dentro de sua não-violência, seu anticonsumismo e seu minimalismo quando deixou ao seu pai, em público. A mensagem do Pobre de Assis é de uma modernidade inquebrantável.”
Reverenda Inamar de Souza é a dinâmica dirigente da Catedral, que sempre apoiou as lutas da Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, abrindo aquela Casa Espiritual para uma série de eventos da comunidade.
Reverências também ao Bispo Anglicano do Rio de Janeiro, superior da reverenda Inamar. Certa feita, conversando com ele e parabenizando-o por esta inserção social, respondeu-me que se não fosse esta inserção social a Igreja não faria sentido.
Em homenagem ao citado Santo, o calendário civil marca: Dia da Ecologia, Dia das Aves e dos Animais, Dia Universal da Anistia.
A editora Record tem um ótimo livro com o título: São Francisco de Assis, do historiador Jacques Le Goff, 2001, com 252 páginas sobre a vida e a obra do homem de Assis. Le Goff foi presidente da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris.
Sobre este livro disse o Le Nouvel Observateur: “Ele (o santo) denunciou o horror econômico antes de Viviane Forrester e Pierre Bourdier, ele anunciou a cultura hippie dentro de sua não-violência, seu anticonsumismo e seu minimalismo quando deixou ao seu pai, em público. A mensagem do Pobre de Assis é de uma modernidade inquebrantável.”
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