sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Site em Língua Páli

As associações Vipássana do Brasil e Portugal acabam de lançar mais um ótimo livro, desta feita, com o título Para o Benefício de Muitos, do consagrdo professor e mestre de Dharma (ou Dhamma, em páli), Satya Narayan Goenka.

São 288 páginas constando palestras e diálogos entre o conhecido Goenkaji (como é carinhosamente chamado pelos alunos) e os praticantes de retiros, abordando diversos aspectos da Meditação Vipássana.

Ao final, há indicação de bons sites: http://www.pt.dhamma.org em português e http://www.tipitaka.org contendo o Chattha Sangayana Tipitaka, na caligrafia romana, acompanhado de comentários, reflexões e textos relacionais em páli.

Parabéns e Metta ! Isto é, amor-bondade a todos os que direta ou indiretamente proporcionaram que mais este volume tenha sido publicado, e como bem diz o título, Para o Benefício de Muitos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Outro Equívoco de Kardec

Meses atrás, publicamos neste blog, uma nota sobre o equívoco de Allan Kardec no que se refere ao Budismo e ao Nirvana. A nosso ver, ele estava mal informado.

Democrática e respeitosamente queremos falar de outro equívoco, a nosso ver, grave. Veja o trecho a seguir. Está no livro Obras Póstumas, página 165, editora Ide, 2004. Palavras do próprio Codificador:

“O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.

“Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes (...)”.

Budisticamente, discordamos da postura do pedagogo Kardec, nesta declaração.

www.ide.org.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Puja dos Sthaviras

Participamos no último domingo, 18/10, de uma bonita cerimônia promovida pelo Centro Sákya de Budismo Tibetano, em Botafogo - RJ, coordenado pelo professor Rogel Samuel.

Estava presente também a monja Daien, representando a Soto Zenshu.

Recitamos ainda a Reza às 21 Taras e o Sutra do Coração. Cada participante recebeu um envelope com os textos sagrados e a imagem do Senhor Buda com os 16 Sthaviras, grandes discípulos de Sidarta que seguiram em direções diferentes para ensinar o Darma. Foi a antiga linhagem Sthaviravada que gerou a atual Theravada.

Rogel traduziu o ótimo livro A Sabedoria Essencial do Budismo, de Sua Santidade Sákya Trizin, o chefe da linhagem Sákya que reside hoje no Nepal. Mais de uma vez o professor Rogel lá esteve aprendendo diretamente com Sua Santidade. O citado livro foi publicado em 1996 pela editora Areté.

Para o mês de novembro, os participantes aguardam outra bela prática.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Linhagem Templo

É esse mesmo o nome. Em japonês se chama Jimon, surgiu em 993, portanto, tem mais de mil anos. É um ramo da escola Tendai que, por sua vez, nasceu na China no século 5. Faz a união entre o Zen e o Esoterismo, da qual Nichiren era iniciado.

No livro O Zen E A Tradição Japonesa, 252 páginas, autoria de Paul Arnold, publicado em Lisboa pela editora Ulisseia, 1973, há um bom capítulo sobre “O Espírito Iniciático Tendai”.

Entre outras, Arnold conta que o treinamento constava de três anos interno no Santuário aprendendo práticas xamânicas e mais 100 dias isolado nas montanhas conversando com os espíritos das árvores, das pedras, da terra, das águas, do ar, dos ventos etc.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Budismo Sákya Convida

O Centro Sákya de Budismo Tibetano Sakya Kun Khiab Cho Ling tem um ótimo serviço de divulgação virtual, veja em http://sakyakunkhiabcholing.blogspot.com

No próximo domingo, 18/10/09, o citado grupo vai realizar uma reunião em Botafogo, RJ, Rua Jornalista Orlando Dantas, 15, casa 2, de 16 às 18 horas.

Coordenado pelo praticante R. Samuel, convém lembrar que nosso irmão no Dharma tem ampla experiência na área. Já esteve em vários países do ocidente e do oriente, realizando estudos e práticas. Foi o primeiro, na América Latina, nos anos 1990, a representar Sua Santidade Sákya Trizim, o chefe da linhagem.

R. Samuel é professor doutor da UFRJ, e desde os anos 1970, escreve artigos e publica livros, em prol do Darma, em terras brasileiras.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Kompira - Papai Noel Budista-Xintoísta

Na cidade de Mirandópolis, SP, encontramos o grande santuário Kompira do Brasil. É a cópia fiel dos santuários dessa linhagem no Japão. No país do Sol Nascente existem 700 santuários dedicados ao Bodhisatva Kompira. É um deva, um espírito de luz, uma deidade, uma divindade; em termos budistas, um yaksha; em termos xintoístas, um kami, um deus. Kompira faz a união entre budismo e xintoísmo.

Este culto vem da Índia, dos tempos védicos. Kompira é o deus Kubera, em sânscrito ou Kuvera, em páli. É o deus da prosperidade, das riquezas (materiais, emocionais, astrais, espirituais etc), é o Yaksha da Boa Sorte e da abundância de coisas boas.

Também é o Protetor das Leis do Budismo, do Dharma. Originário da Índia, este culto esotérico passou para a antiga China e de lá para o Japão.

Kompira é o líder dos espíritos, o chefe dos yakshas, faz parte da equipe do Buda da Medicina que no Japão é mais conhecido como Yakushi Nyorai, o Buda dos Remédios. Kompira é um dos doze yakshas que andam sempre com a falange de Yakushi Nyorai.

Kompira aparece assim: tem o tronco atarracado e é um pouco barrigudo. Anda sempre com um saco às costas levando coisas boas para os devotos (quem sabe reside aí uma das origens de Papai Noel?) e uma garrafa para beber água fluidificada, o néctar do Buda da Medicina, água sagrada da saúde e da imortalidade Às vezes aparece com um cajado, dos antigos mestres zen andarilhos e uma bolsa a tira-colo. Kompira é o Rei do Quadrante Norte.

No livro sagrado dos hindus, Bhagavad Gita, X, 23, ele é o Rei dos Reis e o Rei dos Homens.

Nos altares da Mahikari ele está sempre presente, mas é carinhosamente chamado de Izunomê. O deus que materializa, concretiza as boas coisas para os kumitês, os praticantes da Mahikari. Diariamente, pela manhã e à noite fazemos preces para este deus.

Namu Kompira, Namu Kubera, Namu Kuvera, Namu Izunomê – nossa reverência e gratidão !

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nyorin

É um dos nomes de Kuan Yin – a Bodhisatva da Misericórdia, é reverenciada no Budismo Mahayana do extremo oriente com vários nomes e representações.

Quando ela é assim chamada, Nyorin, logo vem a nossa mente a sua imagem com seis braços, simbolizando os pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste; o nadir – o centro da Terra e o zenith – o alto, infinito. Significa que, em qualquer direção, estamos protegidos por sua energia de compaixão.

Adorável Nyorin, nossa reverência, neste dia de hoje dedicado à Nossa Senhora de Aparecida, com todo o respeito é a mesma energia de bondade e ternura.

Para uns ela é Kannon ou Kwanon, para os coreanos e vietnamitas Quan Yin ou Guan Yin. No Brasil é bem conhecida pelo seu nome em chinês Kuan Yin. Os ensinamentos da Mahikari dizem que Seikannon é um dos nomes de Deus Eterno, Criador de todo o universo. Interessante que, nas linhagens Tendai e seus ramos esotéricos, desde os mais remotos tempos, sua imagem é cultuada como Kanzeon e aparece com uma criança nos braços. Lembra muito bem, Nossa Senhora segurando o Menino Jesus.

Mas o significado esotérico de Kanzeon ou Nyorin é que ela nos coloca no colo, quando estamos precisando de seu apoio, em qualquer área.

Não esquecer que é a mesma Tara dos tibetanos e Avalokitesvara, em sânscrito.

Namu Nyorin Nyorai (Eu me refugio na Tatághata Nyorin).