sábado, 4 de setembro de 2010

Xintoísmo Yamakage

A editora Pensamento lançou recentemente, A Essência Do Xintoísmo – A Tradição Espiritual Do Japão, um ótimo volume com 168 páginas, várias fotos e ilustrações. O autor é Motohisa Yamakage, patriarca da linhagem Yamakage, do Xintoísmo. Seu estilo é bem didático e esclarecedor.

Consagrado autor. Diversos livros publicados em outros idiomas, saudamos o aparecimento deste primeiro título em língua portuguesa; que venham outros.

Yamakage nasceu em 1925, no seio de uma ancestral família xintoísta; aos 18 anos fez a iniciação e, desde 1956, é o 79º Grande Mestre da citada linhagem. É formado em economia pela Universidade Ásia de Tóquio.

Através do estudo e da agradável leitura de suas páginas compreendi, melhor ainda, a PL – Instituição Religiosa Perfeita Liberdade, a Mahikari, a Oomoto e a Seicho-No-Ie, que são correntes populares no Brasil, com elementos, métodos e práticas xintoístas e budistas.

Um dos trechos que Motohisa comenta é a citação do professor-pesquisador Dr. Jean Herbert, da Universidade de Genebra, Suíça, um especialista nessa religião tradicional do País do Sol Nascente, que é um misto de filosofia e vivência, diz o Dr. Herbert:

“Eu encontrei cerca de mil sacerdotes e praticantes do xintoísmo, e nunca os ouvi falando as mesmas coisas. No xintoísmo as pessoas não falam sob o mesmo padrão; elas não precisam ou não são obrigadas a falar da mesma maneira” (página 38).

Haja criatividade. Até porque, se pensarmos bem, a natureza, o ecossistema, nos falam dessa maravilhosa diversidade que é a Vida. E Xintoísmo é Vida.

Maiores detalhes www.aikikai.org.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ao Deus Suzanoo

Diz-nos a Oomoto (vide xinto-budismo) que o Deus Suzanoo gosta muito de poesias, podemos oferecer nossos versos, no altar, a este maravilhoso Deus.

Seguem três pequenas e despretensiosas estrofes. Tentativas de Tankas. As duas primeiras em homenagem aos meus pais, desencarnados, que aniversariaram este mês. A terceira, em agradecimento ao querido Deus Suzanowo (também se escreve assim):

Foi meu pai
Quem me disse:
Estuda sempre,
estuda muito
filho !


Minha mãe,
falecida é.
Mas vive contente lá.
Em outra dimensão
Sim !

Gratidão !
Deus / Vida
Obrigado
Sempre
Por tudo !

Prece: Ó Deus Suzanoo, diante de teu sagrado e espiritual altar, deposito os três poemas acima. Abençoa meus pais. Que eles sejam muito felizes, na dimensão em que vivem. Abençoa os demais seres vivos. Reverências infinitas.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amigo Tejo

Nosso bom e querido amigo Tejo é um “deva”, isto é, um Espírito de muita luz, um ser bastante elevado que está sempre a postos para nos ajudar.

Quando o Senhor Buddha andou pela terra, no longínquo século 6 antes de Cristo, certa feita proferiu o famoso ensinamento “Mahasamayasuttam” ou Discurso da Grande Assembléia. E entre outros milhares de seres, tanto no plano visível quanto no plano invisível, lá estava o nosso bom e querido amigo Tejo.

Quem afirmou isso foi o próprio Mestre Gautama. Com sabedoria e discernimento, o grande Sidarta foi enumerando os chefes de linhagens espirituais e no versículo 25, página 56, do referido texto sagrado o leitor pode constatar a citação.

Veja em Cathubana Vara Pali ou Grande Livro das Proteções, em excelente tradução de Rogel Samuel, a magnífica lição. http://literaturarogelsamuel.blogspot.com

O tema de hoje é uma homenagem e gratidão ao nosso grande amigo Tejo, desde distantes eras. Que o Senhor Buddha o abençoe sempre, com resplandecente luminosidade.

Valeu Tejo !

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Budismo e Protestantismo

Tivemos no último mês, ao longo de quatro semanas, encontros maravilhosos com os amigos e irmãos da IRE – Igreja Reformada Ecumênica, um grupo de protestantes reformados coordenado pelo jovem pastor Alexandre Marques Cabral.

Os encontros constituíram o seminário “Budismo – Teoria e Prática”. Foi muito bom estudarmos sutras, recitarmos mantras e praticarmos meditação budista em uma igreja evangélica, que tem como um de seus patronos o grande pastor Neemias Marien, já falecido, com quem tivemos a honra de conversar algumas vezes, em congressos e na antiga igreja, em Copacabana, onde ele pastoreava.

Alexandre é formado em Filosofia e Teologia, professor do Colégio Pedro II – RJ, cursa o Doutorado em Filosofia na UERJ. Publicou, recentemente, Heidegger E A Destruição Da Ética, co-edição Mauad/UFRJ, 208 páginas, sua dissertação de Mestrado no IFCS-UFRJ, sob a orientação de Gilvan Fogel, que também foi nosso professor, nos anos 1990.

A originalidade da IRE é que eles reúnem-se em uma residência, na Rua Toneleros, Copacabana.

No último encontro, contamos com a presença de um padre colombiano, radicado no Brasil há muitos anos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

HPB e o Budismo

Helena Petrovna Blavatsky, uma das fundadoras da Sociedade Teosófica, no século 19, presente hoje em todo o mundo, nasceu budista.

A informação está no livro A Voz do Silêncio, editora Pensamento, 1976, páginas14 a 19.

Ela nasceu na Kalmíkya, uma das pequenas repúblicas autônomas da Federação Russa, mais de 90% da população desse país pratica o Vajrayana popular.

Helena pertencia a etnia dos kalmucos ou calmucos, daí Kalmíkya. Veja as palavras dela:

“Passei meses e anos de minha infância entre os calmucos lamaístas de Astracã, e com o seu sumo-sacerdote (...) os calmucos conservam ainda os mesmos termos idênticos aos dos outros lamaístas do Tibete (donde procederam).

“Quando eu tinha 11 anos, minha avó me levou a viver em sua companhia; morava em Saratóvia quando meu avô foi Governador. Antes disso, em Astracã, ele tinha muitos milhares (alguns 80 ou 100.000) de budistas sob sua jurisdição.

“Eu havia visitado Semipalatinsk e as montanhas Urais em companhia de um tio meu, que tem propriedades na Sibéria, bem como na fronteira dos países mongólicos, onde reside o Lama Tarachan. Fiz numerosas excursões além das fronteiras e sabia tudo acerca de Lamas e Tibetanos antes dos meus 15 anos.”

Vejamos agora, outra informação. Desta feita, publicada em março de 1995, pós mudanças na antiga URSS. Está em “Mudrá – Boletim Dármico nº 1”. Editado pelo falecido praticante Nissin Cohen, de Jacareí, SP:

“Os kalmiks, tradicionalmente budistas, são mongóis Oirat que emigraram ao Ocidente no século 17, vindo a estabelecer-se entre os mares Cáspio e Negro.

“A Kalmíkya é o único estado europeu budista, é uma das 20 repúblicas autônomas da Rússia nos estepes do sul – fez, no ano passado, do budismo e do cristianismo ortodoxo religiões estatais.”

Portanto, vemos a Teosofia como um Budismo Popular.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Buda é Pai e Mãe

Na recente tradução para o inglês do Shozomatsu Wasan, texto escrito no século XIII, pelo mestre Shonin Shinran, que é uma verdadeira jóia na literatura da Terra Pura, está dito na introdução:

“Reverentemente eu digo aos meus companheiros praticantes que aspiram pelo nascimento (na Terra Pura): todos deverão profundamente arrepender-se! O Tathágata Sakiamuni é verdadeiramente o nosso compassivo pai e mãe. Com uma variedade de compassivos meios, ele nos leva ao despertar do verdadeiro Shinjin (mente confiante, fé)”.

Os parágrafos acima estão no ótimo livro O Caminho De Cada Um – O Budismo da Terra Pura, página 112, autoria do grande monge budista brasileiro, já falecido, Murillo Nunes de Azevedo, editora Bertrand Brasil, 1996.

Murilo explica que arrepender-se significa conversão, mudança de atitude, maduramente vermos os nossos equívocos e, com responsabilidade, consertarmos a questão, ultrapassarmos o problema e isso vai nos levar a “ascender aos planos desconhecidos de consciência”.

O autor afirma também que Shinran foi um dos precursores da grande virada que o Budismo teve no Japão no citado século 13: rompendo com o celibato monástico, levando o Dharma para o povão, a massa e caindo o isolamento dos religiosos que até então viviam fechados em mosteiros. Os monges integram-se ao dia-a-dia da sociedade, trabalham, casam, constituem família etc.

Nasce então o Budismo Devocional, centrado na figura do Buda Amida, que significa Vida Eterna, Luz Infinita.

sábado, 29 de maio de 2010

Esclarecimento - Correção

Recebemos e agradecemos a nota abaixo, sobre a postagem anterior. Pela importância do esclarecimento, transcrevemos na íntegra:

“Prezados Srs.

Embora a motivação da entrevista sobre ocupar aleatoriamente pessoas em uma instituição seja nobre e oportuna, cumpre-me informá-los que a expressão TERAPIA OCUPACIONAL somente pode ser utilizada quando houver um profissional com graduação (formação de nível superior) que é o bacharel em Terapia Ocupacional, registrado no Conselho Federal da profissão: COFFITO para que possa exercer a arte e a ciência de cuidar de diferentes sujeitos utilizando as atividades e habilidades para o desempenho dos papéis ocupacionais no cotidiano, com a finalidade de resgatar a funcionalidade objetiva e subjetiva de pessoas em diferentes faixas etárias.

Lembrando sempre que a finalidade dos meios de comunicação é garantir ao cidadão brasileiro o direito obter a informação correta com a finalidade de permitir a maior integralidade das ações em saúde, peço que por gentileza façam o reparo na informação incorreta.

Dra. Rita Bittencourt
Conselheira Federal – COFFITO
26 de maio de 2010.”