No início da web, quando eu recebia alguma propaganda, de alguma loja, sem pedir, classificava de invasão de domicílio internético, falta de ética, ainda que permitido por lei.
Agora, quando recebo, fico preocupado com a referida rede de lojas que me enviou o tal anúncio que não pedi. Trata-se de desespero da loja e começo a enviar, budisticamente, boas vibrações para ver se eles se desapegam desta técnica de marketing/telemarketing/webmarketing que não é boa.
As pessoas que recebem o que não pediram, que não gostam de propaganda, que observam suas caixas cheias de anúncios ficam iradas e, na verdade, nesta ira, enviam para os destinatários muitas vibrações negativas. E aí, em vez de melhorar as vendas, acabam diminuindo.
É a Lei da Vida, de Ação e Reação, Lei do Retorno, Toda Ação Corresponde a uma Reação etc, os nomes variam mas a Lei é uma só, o resultado virá nesta ou em outras vidas.
Maiores detalhes você encontra no ótimo livreto de bolso (Características Singulares do Budismo, 62 páginas) do Venerável Mestre Hsing Yun, patriarca da linhagem budista chinesa BLIA – Associações Internacional Luz de Buda, www.budanet.org.br
De preferência, não enviem nada, só o que lhe pedirem, é a melhor postura.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Xintoísmo Yamakage
A editora Pensamento lançou recentemente, A Essência Do Xintoísmo – A Tradição Espiritual Do Japão, um ótimo volume com 168 páginas, várias fotos e ilustrações. O autor é Motohisa Yamakage, patriarca da linhagem Yamakage, do Xintoísmo. Seu estilo é bem didático e esclarecedor.
Consagrado autor. Diversos livros publicados em outros idiomas, saudamos o aparecimento deste primeiro título em língua portuguesa; que venham outros.
Yamakage nasceu em 1925, no seio de uma ancestral família xintoísta; aos 18 anos fez a iniciação e, desde 1956, é o 79º Grande Mestre da citada linhagem. É formado em economia pela Universidade Ásia de Tóquio.
Através do estudo e da agradável leitura de suas páginas compreendi, melhor ainda, a PL – Instituição Religiosa Perfeita Liberdade, a Mahikari, a Oomoto e a Seicho-No-Ie, que são correntes populares no Brasil, com elementos, métodos e práticas xintoístas e budistas.
Um dos trechos que Motohisa comenta é a citação do professor-pesquisador Dr. Jean Herbert, da Universidade de Genebra, Suíça, um especialista nessa religião tradicional do País do Sol Nascente, que é um misto de filosofia e vivência, diz o Dr. Herbert:
“Eu encontrei cerca de mil sacerdotes e praticantes do xintoísmo, e nunca os ouvi falando as mesmas coisas. No xintoísmo as pessoas não falam sob o mesmo padrão; elas não precisam ou não são obrigadas a falar da mesma maneira” (página 38).
Haja criatividade. Até porque, se pensarmos bem, a natureza, o ecossistema, nos falam dessa maravilhosa diversidade que é a Vida. E Xintoísmo é Vida.
Maiores detalhes www.aikikai.org.br
Consagrado autor. Diversos livros publicados em outros idiomas, saudamos o aparecimento deste primeiro título em língua portuguesa; que venham outros.
Yamakage nasceu em 1925, no seio de uma ancestral família xintoísta; aos 18 anos fez a iniciação e, desde 1956, é o 79º Grande Mestre da citada linhagem. É formado em economia pela Universidade Ásia de Tóquio.
Através do estudo e da agradável leitura de suas páginas compreendi, melhor ainda, a PL – Instituição Religiosa Perfeita Liberdade, a Mahikari, a Oomoto e a Seicho-No-Ie, que são correntes populares no Brasil, com elementos, métodos e práticas xintoístas e budistas.
Um dos trechos que Motohisa comenta é a citação do professor-pesquisador Dr. Jean Herbert, da Universidade de Genebra, Suíça, um especialista nessa religião tradicional do País do Sol Nascente, que é um misto de filosofia e vivência, diz o Dr. Herbert:
“Eu encontrei cerca de mil sacerdotes e praticantes do xintoísmo, e nunca os ouvi falando as mesmas coisas. No xintoísmo as pessoas não falam sob o mesmo padrão; elas não precisam ou não são obrigadas a falar da mesma maneira” (página 38).
Haja criatividade. Até porque, se pensarmos bem, a natureza, o ecossistema, nos falam dessa maravilhosa diversidade que é a Vida. E Xintoísmo é Vida.
Maiores detalhes www.aikikai.org.br
terça-feira, 27 de julho de 2010
Ao Deus Suzanoo
Diz-nos a Oomoto (vide xinto-budismo) que o Deus Suzanoo gosta muito de poesias, podemos oferecer nossos versos, no altar, a este maravilhoso Deus.
Seguem três pequenas e despretensiosas estrofes. Tentativas de Tankas. As duas primeiras em homenagem aos meus pais, desencarnados, que aniversariaram este mês. A terceira, em agradecimento ao querido Deus Suzanowo (também se escreve assim):
Foi meu pai
Quem me disse:
Estuda sempre,
estuda muito
filho !
Minha mãe,
falecida é.
Mas vive contente lá.
Em outra dimensão
Sim !
Gratidão !
Deus / Vida
Obrigado
Sempre
Por tudo !
Prece: Ó Deus Suzanoo, diante de teu sagrado e espiritual altar, deposito os três poemas acima. Abençoa meus pais. Que eles sejam muito felizes, na dimensão em que vivem. Abençoa os demais seres vivos. Reverências infinitas.
Seguem três pequenas e despretensiosas estrofes. Tentativas de Tankas. As duas primeiras em homenagem aos meus pais, desencarnados, que aniversariaram este mês. A terceira, em agradecimento ao querido Deus Suzanowo (também se escreve assim):
Foi meu pai
Quem me disse:
Estuda sempre,
estuda muito
filho !
Minha mãe,
falecida é.
Mas vive contente lá.
Em outra dimensão
Sim !
Gratidão !
Deus / Vida
Obrigado
Sempre
Por tudo !
Prece: Ó Deus Suzanoo, diante de teu sagrado e espiritual altar, deposito os três poemas acima. Abençoa meus pais. Que eles sejam muito felizes, na dimensão em que vivem. Abençoa os demais seres vivos. Reverências infinitas.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Amigo Tejo
Nosso bom e querido amigo Tejo é um “deva”, isto é, um Espírito de muita luz, um ser bastante elevado que está sempre a postos para nos ajudar.
Quando o Senhor Buddha andou pela terra, no longínquo século 6 antes de Cristo, certa feita proferiu o famoso ensinamento “Mahasamayasuttam” ou Discurso da Grande Assembléia. E entre outros milhares de seres, tanto no plano visível quanto no plano invisível, lá estava o nosso bom e querido amigo Tejo.
Quem afirmou isso foi o próprio Mestre Gautama. Com sabedoria e discernimento, o grande Sidarta foi enumerando os chefes de linhagens espirituais e no versículo 25, página 56, do referido texto sagrado o leitor pode constatar a citação.
Veja em Cathubana Vara Pali ou Grande Livro das Proteções, em excelente tradução de Rogel Samuel, a magnífica lição. http://literaturarogelsamuel.blogspot.com
O tema de hoje é uma homenagem e gratidão ao nosso grande amigo Tejo, desde distantes eras. Que o Senhor Buddha o abençoe sempre, com resplandecente luminosidade.
Valeu Tejo !
Quando o Senhor Buddha andou pela terra, no longínquo século 6 antes de Cristo, certa feita proferiu o famoso ensinamento “Mahasamayasuttam” ou Discurso da Grande Assembléia. E entre outros milhares de seres, tanto no plano visível quanto no plano invisível, lá estava o nosso bom e querido amigo Tejo.
Quem afirmou isso foi o próprio Mestre Gautama. Com sabedoria e discernimento, o grande Sidarta foi enumerando os chefes de linhagens espirituais e no versículo 25, página 56, do referido texto sagrado o leitor pode constatar a citação.
Veja em Cathubana Vara Pali ou Grande Livro das Proteções, em excelente tradução de Rogel Samuel, a magnífica lição. http://literaturarogelsamuel.blogspot.com
O tema de hoje é uma homenagem e gratidão ao nosso grande amigo Tejo, desde distantes eras. Que o Senhor Buddha o abençoe sempre, com resplandecente luminosidade.
Valeu Tejo !
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Budismo e Protestantismo
Tivemos no último mês, ao longo de quatro semanas, encontros maravilhosos com os amigos e irmãos da IRE – Igreja Reformada Ecumênica, um grupo de protestantes reformados coordenado pelo jovem pastor Alexandre Marques Cabral.
Os encontros constituíram o seminário “Budismo – Teoria e Prática”. Foi muito bom estudarmos sutras, recitarmos mantras e praticarmos meditação budista em uma igreja evangélica, que tem como um de seus patronos o grande pastor Neemias Marien, já falecido, com quem tivemos a honra de conversar algumas vezes, em congressos e na antiga igreja, em Copacabana, onde ele pastoreava.
Alexandre é formado em Filosofia e Teologia, professor do Colégio Pedro II – RJ, cursa o Doutorado em Filosofia na UERJ. Publicou, recentemente, Heidegger E A Destruição Da Ética, co-edição Mauad/UFRJ, 208 páginas, sua dissertação de Mestrado no IFCS-UFRJ, sob a orientação de Gilvan Fogel, que também foi nosso professor, nos anos 1990.
A originalidade da IRE é que eles reúnem-se em uma residência, na Rua Toneleros, Copacabana.
No último encontro, contamos com a presença de um padre colombiano, radicado no Brasil há muitos anos.
Os encontros constituíram o seminário “Budismo – Teoria e Prática”. Foi muito bom estudarmos sutras, recitarmos mantras e praticarmos meditação budista em uma igreja evangélica, que tem como um de seus patronos o grande pastor Neemias Marien, já falecido, com quem tivemos a honra de conversar algumas vezes, em congressos e na antiga igreja, em Copacabana, onde ele pastoreava.
Alexandre é formado em Filosofia e Teologia, professor do Colégio Pedro II – RJ, cursa o Doutorado em Filosofia na UERJ. Publicou, recentemente, Heidegger E A Destruição Da Ética, co-edição Mauad/UFRJ, 208 páginas, sua dissertação de Mestrado no IFCS-UFRJ, sob a orientação de Gilvan Fogel, que também foi nosso professor, nos anos 1990.
A originalidade da IRE é que eles reúnem-se em uma residência, na Rua Toneleros, Copacabana.
No último encontro, contamos com a presença de um padre colombiano, radicado no Brasil há muitos anos.
terça-feira, 15 de junho de 2010
HPB e o Budismo
Helena Petrovna Blavatsky, uma das fundadoras da Sociedade Teosófica, no século 19, presente hoje em todo o mundo, nasceu budista.
A informação está no livro A Voz do Silêncio, editora Pensamento, 1976, páginas14 a 19.
Ela nasceu na Kalmíkya, uma das pequenas repúblicas autônomas da Federação Russa, mais de 90% da população desse país pratica o Vajrayana popular.
Helena pertencia a etnia dos kalmucos ou calmucos, daí Kalmíkya. Veja as palavras dela:
“Passei meses e anos de minha infância entre os calmucos lamaístas de Astracã, e com o seu sumo-sacerdote (...) os calmucos conservam ainda os mesmos termos idênticos aos dos outros lamaístas do Tibete (donde procederam).
“Quando eu tinha 11 anos, minha avó me levou a viver em sua companhia; morava em Saratóvia quando meu avô foi Governador. Antes disso, em Astracã, ele tinha muitos milhares (alguns 80 ou 100.000) de budistas sob sua jurisdição.
“Eu havia visitado Semipalatinsk e as montanhas Urais em companhia de um tio meu, que tem propriedades na Sibéria, bem como na fronteira dos países mongólicos, onde reside o Lama Tarachan. Fiz numerosas excursões além das fronteiras e sabia tudo acerca de Lamas e Tibetanos antes dos meus 15 anos.”
Vejamos agora, outra informação. Desta feita, publicada em março de 1995, pós mudanças na antiga URSS. Está em “Mudrá – Boletim Dármico nº 1”. Editado pelo falecido praticante Nissin Cohen, de Jacareí, SP:
“Os kalmiks, tradicionalmente budistas, são mongóis Oirat que emigraram ao Ocidente no século 17, vindo a estabelecer-se entre os mares Cáspio e Negro.
“A Kalmíkya é o único estado europeu budista, é uma das 20 repúblicas autônomas da Rússia nos estepes do sul – fez, no ano passado, do budismo e do cristianismo ortodoxo religiões estatais.”
Portanto, vemos a Teosofia como um Budismo Popular.
A informação está no livro A Voz do Silêncio, editora Pensamento, 1976, páginas14 a 19.
Ela nasceu na Kalmíkya, uma das pequenas repúblicas autônomas da Federação Russa, mais de 90% da população desse país pratica o Vajrayana popular.
Helena pertencia a etnia dos kalmucos ou calmucos, daí Kalmíkya. Veja as palavras dela:
“Passei meses e anos de minha infância entre os calmucos lamaístas de Astracã, e com o seu sumo-sacerdote (...) os calmucos conservam ainda os mesmos termos idênticos aos dos outros lamaístas do Tibete (donde procederam).
“Quando eu tinha 11 anos, minha avó me levou a viver em sua companhia; morava em Saratóvia quando meu avô foi Governador. Antes disso, em Astracã, ele tinha muitos milhares (alguns 80 ou 100.000) de budistas sob sua jurisdição.
“Eu havia visitado Semipalatinsk e as montanhas Urais em companhia de um tio meu, que tem propriedades na Sibéria, bem como na fronteira dos países mongólicos, onde reside o Lama Tarachan. Fiz numerosas excursões além das fronteiras e sabia tudo acerca de Lamas e Tibetanos antes dos meus 15 anos.”
Vejamos agora, outra informação. Desta feita, publicada em março de 1995, pós mudanças na antiga URSS. Está em “Mudrá – Boletim Dármico nº 1”. Editado pelo falecido praticante Nissin Cohen, de Jacareí, SP:
“Os kalmiks, tradicionalmente budistas, são mongóis Oirat que emigraram ao Ocidente no século 17, vindo a estabelecer-se entre os mares Cáspio e Negro.
“A Kalmíkya é o único estado europeu budista, é uma das 20 repúblicas autônomas da Rússia nos estepes do sul – fez, no ano passado, do budismo e do cristianismo ortodoxo religiões estatais.”
Portanto, vemos a Teosofia como um Budismo Popular.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Buda é Pai e Mãe
Na recente tradução para o inglês do Shozomatsu Wasan, texto escrito no século XIII, pelo mestre Shonin Shinran, que é uma verdadeira jóia na literatura da Terra Pura, está dito na introdução:
“Reverentemente eu digo aos meus companheiros praticantes que aspiram pelo nascimento (na Terra Pura): todos deverão profundamente arrepender-se! O Tathágata Sakiamuni é verdadeiramente o nosso compassivo pai e mãe. Com uma variedade de compassivos meios, ele nos leva ao despertar do verdadeiro Shinjin (mente confiante, fé)”.
Os parágrafos acima estão no ótimo livro O Caminho De Cada Um – O Budismo da Terra Pura, página 112, autoria do grande monge budista brasileiro, já falecido, Murillo Nunes de Azevedo, editora Bertrand Brasil, 1996.
Murilo explica que arrepender-se significa conversão, mudança de atitude, maduramente vermos os nossos equívocos e, com responsabilidade, consertarmos a questão, ultrapassarmos o problema e isso vai nos levar a “ascender aos planos desconhecidos de consciência”.
O autor afirma também que Shinran foi um dos precursores da grande virada que o Budismo teve no Japão no citado século 13: rompendo com o celibato monástico, levando o Dharma para o povão, a massa e caindo o isolamento dos religiosos que até então viviam fechados em mosteiros. Os monges integram-se ao dia-a-dia da sociedade, trabalham, casam, constituem família etc.
Nasce então o Budismo Devocional, centrado na figura do Buda Amida, que significa Vida Eterna, Luz Infinita.
“Reverentemente eu digo aos meus companheiros praticantes que aspiram pelo nascimento (na Terra Pura): todos deverão profundamente arrepender-se! O Tathágata Sakiamuni é verdadeiramente o nosso compassivo pai e mãe. Com uma variedade de compassivos meios, ele nos leva ao despertar do verdadeiro Shinjin (mente confiante, fé)”.
Os parágrafos acima estão no ótimo livro O Caminho De Cada Um – O Budismo da Terra Pura, página 112, autoria do grande monge budista brasileiro, já falecido, Murillo Nunes de Azevedo, editora Bertrand Brasil, 1996.
Murilo explica que arrepender-se significa conversão, mudança de atitude, maduramente vermos os nossos equívocos e, com responsabilidade, consertarmos a questão, ultrapassarmos o problema e isso vai nos levar a “ascender aos planos desconhecidos de consciência”.
O autor afirma também que Shinran foi um dos precursores da grande virada que o Budismo teve no Japão no citado século 13: rompendo com o celibato monástico, levando o Dharma para o povão, a massa e caindo o isolamento dos religiosos que até então viviam fechados em mosteiros. Os monges integram-se ao dia-a-dia da sociedade, trabalham, casam, constituem família etc.
Nasce então o Budismo Devocional, centrado na figura do Buda Amida, que significa Vida Eterna, Luz Infinita.
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