sábado, 5 de julho de 2008

Núcleo Shakamuni
HBS-Rio, julho/2008, nº 23, Ano II
Hakuan (Antonio Carlos Rocha)
Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Editorial:
O Evangelho de Buda

Finalmente saiu em nossa língua, a edição deste clássico livro. A publicação é da editora Ésquilo, de Lisboa, Portugal. O autor, Paul Carus, compilou textos dos antiqüíssimos cânones Theravada e Mahayana.
Paul Carus (1852-1919) nasceu na Alemanha, foi um conceituado filósofo e orientalista, formado pela Universidade de Tubingen.
Adotado em escolas e colégios de vários países com população majoritariamente budista, Japão e Sri Lanka, por exemplo; O Evangelho de Buda, só nos EUA se tornou um best seller atingindo a cifra de 3 milhões de volumes impressos.
“Traduzido em muitas línguas ocidentais e orientais – diz o editor -. Através de suas páginas, o leitor tem contato com uma sabedoria com sabor a eternidade, muitas vezes transmitida através de histórias fascinantes da vida de Sidarta Gautama, o Buda. Interessa tanto a budistas como a pessoas de qualquer outra área cultural ou religiosa”.
São 240 páginas e, com um pouquinho de sorte, o leitor brasileiro pode encontrar nas boas livrarias.
Ao todo são 100 capítulos divididos em múltiplos versículos. Uma obra prima !

Hakuan

Lema do Budismo Primordial HBS:
“Oramos pela harmonia do universo, através da prática de virtudes, do aperfeiçoamento espiritual e da solidariedade dos seres”.

Palavras Dármicas: “Eu vos respeito profundamente, de maneira nenhuma vos desprezo. Isso justamente porque vós todos, ao praticardes o Caminho de Bossatsu (Bodhisatva), certamente atingireis a iluminação”.

* Núcleo Shakamuni é um boletim mensal, artesanal, impresso e virtual no município do Rio de Janeiro. Homon Butsuryu Shu – HBS (Budismo Primordial) é a mais antiga linhagem budista no Brasil. Chegou aqui em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Nosso núcleo de expansão está ligado ao Templo Nyorenji, Curitiba, PR, Bispo Kyohaku Correia, nosso Mestre (Odoshi): www.budismo.com.br e ao templo Hoshoji: Estrada RJ 99, nº716, bairro Piranema, Itaguaí – RJ, Monge responsável: Sacerdote Jyunshô, tel/fax: (21) 2687-6114.

* Se você quiser uma reunião de estudos, orações, prática de Odaimôku (recitação contínua do Mantra Sagrado Na Um Myou Hou Ren Gue Kyou) ou atendimento espiritual em sua casa, no seu trabalho, escola, colégio, faculdade ou praça pública, por favor, nos avise.

* Importante: Se você concordar pode tirar cópias e passar adiante.Obrigado !

* Reuniões Públicas: Núcleo Shakamuni – toda quarta-feira, às 19:15 e no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas. Av. Presidente Vargas, 509 sala 503 (próximo à Estação Uruguaiana do Metrô). Tel. 2222-1126. Visite-nos ! Seja bem-vindo(a) !

* Os boletins anteriores e informações sobre cursos e palestras estão no blog acima citado e no site www.espacoyogananda.com

* Mensalidade: Se possível, colabore com R$ 10,00 para manutenção da sala e dos anúncios veiculados na imprensa alternativa.

ODYUZU

“A maioria das religiões tradicionais usam em suas orações um certo tipo de rosário. Todos diferem em formato e no número de contas.
Em nossa religião o rosário é denominado NENDYU ou ODYUZU, como é falado normalmente. Para melhor entendimento do significado do “Odyuzu” vamos usar o termo “Nendyu”.
Em japonês NEN significa sentimentos e DYU significa contas. Portanto o Nendyu ou Odyuzu representa os sentimentos humanos na forma de contas. Na parte central do Odyuzu existem 108 contas que representam os sentimentos de um ser humano, intercalado por 4 contas de tamanhos ou cores diferentes que representam o sentimento denominado de Bossatsu (Bodhisattva). As duas contas de tamanho maior, representam a camada máxima do sentimento humano, ou seja o “Hotoke” (Buda, também é chamado de Hotoke).
Nos extremos do Odyuzu existem 5 tranças de linhas com franjas ou borlas. Do lado que possui 3 franjas, existe uma maior que é composta por 10 contas que representam os 10 discípulos de Buda. Os dois restantes que possuem 5 contas cada, representam os Bossatsus, o mesmo se pode dizer do lado que possui 2 franjas.
Quanto as franjas ou as borlas servem para enfeite (pois um altar deve ser enfeitado com flores, incenso etc), servem para lembrar a chuva de néctar do Darma que está no Sutra Lótus e também para diferenciar dos Odyuzus de outras linhagens Nichiren que são idênticas (algumas possuem nos extremos borlas no formato de uma bolinha).
O Odyuzu deve ser usado da seguinte maneira: colocar na mão direita as que têm 2 tranças e do lado esquerdo, as de três tranças. Na hora do culto esfrega-se as contas pausadamente. Durante a prática quando não estivermos pronunciando o sagrado mantra Namumyuouhourenguekyou, devemos sempre segurá-lo ou colocá-lo no pescoço. Quando não estivermos usando, recomenda-se guardá-lo no porta-odyuzu. Em casa, guardar no oratório. - Livro-texto da HBS, Butsumaru, pág. 51 (adaptado).

Ser Humano = Planeta Terra

“Há uma comparação interessante no Budismo entre o homem e o firmamento. Aqui estão alguns exemplos. A cabeça redonda do homem é modelada à maneira do firmamento. O cabelo é comparado às estrelas pontilhando o céu. A queda do cabelo é como estrelas cadentes. Existem 12 principais juntas no corpo humano, indicando os meses do ano. Há 360 juntas ao todo, significando os 365 dias em um ano. De acordo com o calendário lunar, um ano compreende 360 dias. Além disso, os ossos são comparáveis às rochas, a carne ao solo e as veias aos rios. A respiração é como o vento soprando através de um vale.” (pág. 101, Introdução ao Budismo, de Elnosuke Akyia, Editora Brasil Seikyo).
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Alma = Pensamentos

“O budismo é monista. Pretende que a alma humana não é um composto de duas coisas: “atman” (o eu) e “manas” (a mente ou o pensmento), mas sim que somente está formada de pensamento. Os pensamentos do homem formam sua alma; eles, os pensamentos, são o seu eu, e não há “atman” que se separe do eu. Portanto, é completamente equivocada a tradução de “atman” por “alma”.
“Esta “atman”-superstição não é só comum na Índia, mas no mundo inteiro: corresponde ao egoísmo habitual do homem na vida prática; são duas ilusões procedentes da mesma fonte: a feira das vaidades mundanas que levam o homem a crer que a razão de ser de sua vida é o seu “eu”. O Buda tenta destruir por completo todo pensamento de “eu”, de forma que não dê mais fruto. Assim, o Nirvana de Buda é um estado ideal onde a alma do homem, depois de purificar-se de todo egoísmo vem a ser a residência da verdade” (trecho da introdução de Paul Carus, no citado Evangelho de Buda).

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Adote Uma Árvore, maio/2008

Adote Uma Árvore
Santa Teresa, maio/08 – Ano I – nº 11.
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Antonio Carlos Rocha (professor)
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Editorial:
Salve Artur da Távola

Salve Artur da Távola, as pessoas estão dizendo que você morreu, mas nós, budisticamente, sabemos que você continua vivo, e bem vivo, na dimensão espiritual em que agora se encontra.
Lembro de você, Artur, no antigo Auditório Gil Vicente, da antiga Faculdade de Letras, da UFRJ, na antiga Avenida Chile, onde hoje estão construindo dois espigões.
Lembro de você, nesse auditório, fazendo palestras para nós, estudantes de Literatura Brasileira, em diálogos literários e linguísticos e entre outras, criativamente, nos declarando que, uma das funções do escritor é “levantar a saia da palavra para ver o que está escondido ali” tal e qual um menino descobrindo os primeiros prazeres.
Lembro de você em conversas com o CA, o Centro Acadêmico, nos primeiros encontros pró Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.
Lembro de você quando Leonel Brizola voltou do exílio e o repórter perguntou ou comentou algo sobre Artur da Távola e o depois governador eleito disse que conhecia Paulo Alberto, uma referência a você quando era deputado e foi cassado pelas posições nacionalistas.
Lembro de você em recente crônica no jornal O Dia, com o título: “Tal como o petróleo, o bondinho é nosso”, associando a histórica campanha dos anos 50: “O Petróleo é Nosso”, com a heróica luta da Amast pró-bondinho-social.
Lembro de você nos memoráveis, educativos e excelentes programas da Rádio MEC sobre música clássica, a vida e a obra dos grandes compositores.
Salve Artur, por essas e por outras é que, budisticamente, reafirmamos, você continua vivo e bem vivo, na dimensão espiritual em que agora se encontra.
Obrigado, reverências, muita paz e muita luz !
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* “Adote Uma Árvore” é um boletim ecológico-holístico mensal, artesanal, virtual e impresso. Edições anteriores veja no blog acima citado.

* Se você concordar, pode tirar cópias e passar adiante. Obrigado !

* Mantenha a cidade limpa e o seu bairro também. Não jogue esta folha no chão. Se não quiser deixe em uma banca de jornal. Peça ao jornaleiro, sempre vai aparecer alguém interessado.

* Entre, visite e conheça a Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa: www.amast.org.br

* “SANTA TERESA PERDEU UM GRANDE AMIGO: Faleceu, ontem (09.05.08), Paulo Alberto Morehtson Monteiro de Barros, o popular Artur da Távola.
Artur da Távola foi nosso vizinho, pois durante algum tempo residiu no prédio, hoje demolido, do antigo Hotel Santa Teresa.
Muito jovem engajou-se ao lado do generoso projeto reformista, ainda que estabanado, encarnado pelo governo Goulart, elegendo-se deputado constituinte da Guanabara pelo PTB. Cassado, sobreviveu do jornalismo e nele firmou nome através de suas crônicas. Com a anistia tornou a ser eleito constituinte em 1988 e posteriormente senador por nosso Estado. Fundador do PSDB, dele se afastou, tornando a fazer prova de seu caráter desprendido e generoso, alegando que o governo tucano havia se inclinado demasiadamente para o campo conservador
Em reconhecimento aos gestos de atenção e carinho que ele, sempre generosamente, teve para conosco, em nome da AMAST, reproduzo à guisa de homenagem póstuma, a crônica que ele fez publicar em sua coluna de O Dia (21/06/07). Naquela ocasião manifestou, além de seu amor por Santa Teresa, sua opinião sobre os rumores relativos à privatização dos bondinhos que começavam a circular.
Adeus Artur e muito obrigado,
Álvaro Braga, pela AMAST”.

“ASSIM COMO O PETRÓLEO, O BONDINHO TAMBÉM É NOSSO:
Amo-te, Santa Teresa, porque recompões o ideal de uma cidade na qual o tempo tempera o progresso, fazendo-o servo jamais senhor,
Amo-te, por permitires beleza, luz, árvore, timidez e relação direta com o simples que virou raridade no comportamento alucinado dos homens. Amo o teu abrigo e a paz que trazes a este pedaço de um Rio que acabou contudo não desistiu de sonhar com vida possível, bela e o homem viável e solidário, desde que tratado com justiça e muita poesia. Agora que és vítima de tiroteios, agora mais que nunca, proclamo quanto te amo, bairro de Santa Teresa. Mesmo assim, foste e ainda és jardim sem angústia da urbana condição.
Amo-te, porque abrigas crianças saudáveis, com gato, esquina, pipa, ladeira, carrinho de rolimã, lanches fartos, brincadeiras de São João, vó na janela e já, já, namoro no portão.
Amo-te porque ainda tens bruma, casas arrevesadas, fadas, castelos amenos, fantasmas, refugiados de guerra, bruxas, consertadores de sofás, armazéns com contas, dengosas curvas, e um gosto de conspiração em tuas ruas pálidas. Oxalá iluminadas a querosene. Tens muros pelos quais passam, segredam e urinam os conspiradores contra a ordem material que enfeou o mundo, matou os rios, endoidou o homem e emparedou o passado.
E é porque te amo mesmo sem morar aí é que aplaudo e apoio a reunião de sua coletividade, sábado passado, quando se uniu para uma campanha à qual dou minha modesta adesão. Parece que há um projeto para entregar os novos bondinhos do bairro ao transporte exclusivamente de turistas.
Com razão a comunidade protesta. O bondinho deve ser tanto dos turistas como, principalmente, da população. Um absurdo tirar o morador do seu bondinho, o que resta no Rio de Janeiro de transporte poético, aberto ao vento saudável e ao canto dos passarinhos nas árvores do bairro abençoado. Impedir a população de usar o transporte de viagem mais poética e rápida, além de maldade sem fim é um ato antidemocrático. Assim como o petróleo, o bondinho é nosso”.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Núcleo Shakamuni, boletim nº 22, junho/2008

Núcleo Shakamuni
HBS-Rio, junho/2008, nº 22, Ano II
Hakuan (Antonio Carlos Rocha)
Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Editorial:
Os Olhos do Dragão

“Certa vez, na China, um artista pintou na parede do Templo Anrakuji dois enormes dragões. As obras ficaram maravilhosas, mas não haviam sido pintadas as íris nos olhos dos dragões. Perguntado sobre o porquê, o pintor disse que se pintasse, o dragão adquiriria vida e sairia voando para nunca mais voltar. Como todos insistiram que pintasse, ele pintou, e como havia avisado, os dragões criaram vida e voaram para o céu. Desde então, até hoje é regra, quando pinta-se um dragão, pintar o olho e a íris por último. Assim, o dragão por completo poderá sobrevoar carregando toda a sua misticidade. Segundo o Sutra Lótus, o dragão, é um dos protetores do devoto do Sutra Lótus”
O trecho acima está na página 50 do livro citado abaixo.
As íris nos olhos do dragão são as nossas íris. Através deste caminho espiritual podemos nos libertar da roda do samsara, voar para o céu e de lá continuarmos com a nossa missão de expandirmos o Darma Sagrado. Podemos e devemos transformar esse mundo para melhor, com os olhos místicos e as lentes de novas íris enxergarmos a vida sob a dimensão primordial, búdica, espiritual.
Tenhamos a plena certeza, pois está assim no Sutra Lótus, os dragões da lenda acima, são as divindades, os seres de Luz que nos protegem na caminhada terrena.
Hakuan
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A Força do Elo
“Este ano marca 100 anos de budismo, cem anos da imigração japonesa, é memorável demais. Durante todo esse tempo que se passou, não sei quais ventos me levaram a assumir a importante missão de elaborar esta biografia, algo totalmente além da minha capacidade. Sem descendência japonesa e procedência tradicional, como diria o provérbio japonês “Sei lá a qual cavalo pertence este osso!”. Inicialmente titubeei, mas ao ser solicitado pelos membros da comissãodos 100 anos do Budismo Primordial HBS, aceitei a missão. Agora vejo que até mesmo todas as minhas fraquezas, me favoreceram. Sinto algo muito mais forte que qualquer capacidade, acima de tudo, o que Ibaragui sentiu toda a vida, a força do elo. Isso me faz crer, que era importante eu fazer para encontrar a minha identidade interligada a essa maravilhosa história.
Agradeço à Imagem Sagrada do Gohonzon, Namumyouhourenguekyou, aos meus mestres, Nishimura Nitiji e Mimaque Nitigue, ao meu padrinho de ordenação, Mizoguti Akira, parente de Ibaragui, à confiança do Arcebispo Saito e 12º Arcebispo Takassaky, demais bispos, sacerdotes e, principalmente a todos os fiéis e à família que sempre, durante esses 30 anos de carreira, me apoiaram. Nos templos do Budismo Primordial HBS, fui criado por todas as gerações japonesas. Familiarmente possuo descendências italiana, portuguesa, africana e turca, tão miscigenado assim, sinto-me produto dos 100 anos, muito brasileiro.
Agradecerei qualquer orientação que possa enriquecer mais ainda essa história e, com profunda gratidão e determinação, prometo me esforçar para continuar expandindo o Darma Sagrado. Não só Buda como também os grandes mestres são meus maravilhosos ideais, todavia, seguirei os passos de Ibaragui para chegar até eles. (pág. 438 do livro O que é Primordial, Budismo 100 anos, Centenário da Imigração Japonesa, 2008), de Kyohaku Correia.

Lema do Budismo Primordial HBS:
“Oramos pela harmonia do universo, através da prática de virtudes, do aperfeiçoamento espiritual e da solidariedade dos seres”.

Palavras Dármicas: “Eu vos respeito profundamente, de maneira nenhuma vos desprezo. Isso justamente porque vós todos, ao praticardes o Caminho de Bossatsu (Bodhisatva), certamente atingireis a iluminação”.

* Núcleo Shakamuni é um boletim mensal, artesanal, impresso e virtual no município do Rio de Janeiro. Homon Butsuryu Shu – HBS (Budismo Primordial) é a mais antiga linhagem budista no Brasil. Chegou aqui em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Nosso núcleo de expansão está ligado ao Templo Nyorenji, Curitiba, PR, Bispo Kyohaku Correia, nosso Mestre (Odoshi): www.budismo.com.br e ao templo Hoshoji: Estrada RJ 99, nº716, bairro Piranema, Itaguaí – RJ, Monge responsável: Sacerdote Jyunshô, tel/fax: (21) 2687-6114.

* Se você quiser uma reunião de estudos, orações, prática de Odaimôku (recitação contínua do Mantra Sagrado Na Mu Myou Hou Ren Gue Kyou) ou atendimento espiritual em sua casa, no seu trabalho, escola, colégio, faculdade ou praça pública, por favor, nos avise.

* Importante: Se você concordar pode tirar cópias e passar adiante.Obrigado !

* Reuniões Públicas: Núcleo Shakamuni – toda quarta-feira, às 19:15 e no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas. Av. Presidente Vargas, 509 sala 503 (próximo à Estação Uruguaiana do Metrô). Tel. 2222-1126. Visite-nos ! Seja bem-vindo(a) !

* Os boletins anteriores e informações sobre cursos e palestras estão no blog acima citado e no site www.espacoyogananda.com

* Mensalidade: Se possível, colabore com R$ 10,00 para manutenção da sala e dos anúncios veiculados na imprensa alternativa.


O QUE É PRIMORDIAL - Posfácio

“Este ano estamos comemorando os cem anos da Imigração Japonesa e também o Centenário do Budismo Primordial, Honmon Butsuryu-Shu (HBS) do Brasil.
A história do budismo no Brasil se confunde com a própria história da imigração japonesa, pois quando o navio da primeira leva, Kasato-maru, atracou em Santos, no dia 18 de junho de 1908, o fundador Ibaragui Nissui, se encontrava a bordo para difundir o Darma Sagrado e proporcionar as bênçãos.
2008 será um ano histórico e inesquecível a todos nós. Precisamos demonstrar a gratidão e festejar em grande estilo. Em homenagem ao nosso Fundador, várias metas foram estabelecidas tais como: a conversão, a construção do museu, a efetivação de um sacerdote em cada templo, tradução das Três Escrituras Sagradas de Nitiren e outras.
Graças a este ensejo ímpar, o grande sonho da biografia completa de Ibaragui Nissui Shonin, alimentado há vários anos, se tornou realidade. Com isso, a vida de um verdadeiro ser altruísta, Hongue no Bossatsu, está sendo eternizada, para que a sua história de luta, renúncia e de compaixão passe de geração à geração.
Gostaria de parabenizar o sacerdote e autor, Bispo Kyohaku Correia, pelo esforço e determinação na concretização dessa importante obra. Agradeço a todos que contribuíram de alguma forma para esta elaboração. Mais uma meta do Centenário concretizada !
“Aquele que expande
o Namumyouourenguekyou,
levando bênção ao mundo,
é um Bodhisattva Primordial.”
(Verso Nissen, nº 1750)

- O texto acima, de autoria do 11º Arcebispo da HBS do Brasil, Hoomei Saito, encontra-se na página 433, do citado livro -

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Adote Uma Árvore, junho/2008, nº 12, Ano I

Adote Uma Árvore
Santa Teresa, junho/08 – Ano I – nº 12.
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Antonio Carlos Rocha (professor)
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Editorial:

Participação Efetiva do Morador

Ecologia é uma ação, uma atividade, uma atitude diante da vida. Nesta atitude estão implicadas diversas ciências, filosofias, saberes e, portanto, Ecologia também é uma atitude política.
Deste modo vamos encaminhar este boletim aos(às) senhores(as) candidatos(as) a Prefeito(a) da “Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro” com as seguintes sugestões para o próximo pleito:
1 – Que os Administradores Regionais, de preferência, sejam moradores dos bairros, ou trabalhem nesses bairros, ou de fato sejam, amigos desses bairros.
2 – Que em cada Administração Regional seja aberto um “Livro de Ocorrências”, onde os moradores e amigos dos bairros, registrem, as providências a serem tomadas: lâmpadas queimadas, canos furados, buracos nas ruas, podas de árvores, barulhos excessivos sem tratamentos acústicos, regularidades dos transportes coletivos etc. Mesmo que estes registros não sejam da alçada do Município, pertençam a outra instância, estadual ou federal, fica registrado o fato e o encaminhamento para a solução. Que este “Livro de Ocorrências” fique em local visível e de fácil acesso, caso o morador queira consultar, dentro do horário de expediente.
3 – Após o devido registro no citado livro e a sugestão de rápida solução, o morador ou amigo do bairro, identificando-se com RG ou CPF recebe um comprovante, em papel, que pode ser manuscrito e carimbado protocolando assim o teor da reivindicação, o dia, a hora, e o nome e a matrícula do servidor (ou RG/CPF) que presenciou o ato de lavradura da ocorrência.
4 – Nosso intuito é colaborar com os bairros, com a Cidade e também resgatar uma prática que acontecia durante a época do Plano Cruzado, quando os cidadãos fiscalizavam os preços.
5 – Assim, fiscalizaremos, em benefício de todos: os postes que estão sem luz, os canos de água que estão furados, os transportes coletivos, os buracos nas ruas etc.
6 – Mensalmente, cada Administração Regional fará uma prestação de contas on line incluindo o problema e o encaminhamento da solução: se foi resolvido; se não foi qual o procedimento e previsão para solução etc.
7 – Agindo assim todos teremos transparências e melhorias para a Cidade.
8 – Sendo sugestões estamos abertos ao diálogo e a melhorias nestes itens.
9 – Além das transparências e melhorias que a Cidade Maravilhosa merece, nossa inspiração para esta Participação Efetiva dos Moradores tem como base o livro “O Dalai Lama, uma Política de Bondade” editado em Lisboa, em 1992, pela Editorial Estampa. A edição brasileira, esteve a cargo da Editora Nova Era, em 2002, mas preferiu o título de um dos capítulos: “A prática da benevolência e da compaixão”. O título original em inglês é “The Dalai Lama: a Policy of Kindness”. Nos parece que o título, em Portugal, foi mais politizado e mais próximo do original.

* Na verdade, esta preocupação do Budismo com o social não é de hoje, vem da época do próprio Buda, século VI aC. Ele era o Príncipe herdeiro de seu reino e até os 29 anos foi preparado e treinado para ser o Chefe de Estado. Inúmeras vezes, desde pequeno, participou das decisões juntamente com o seu pai, que era o Soberano e também participava das reuniões com os ministros.

* No Brasil esta parte é pouco conhecida, mas aos poucos, neste boletim e blog, acima citado, iremos esclarecendo. Há um grande monge budista e escritor vietnamita, mora na França, e já foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz que afirma: “O Budismo é engajado, se não é engajado, não é Budismo”

* Nosso engajamento é pacífico e pacifista. Assim como foi Gandhi, original político que ajudou a libertar a Índia do jugo inglês.

*Livro do mês: O citado livro compilado por Sydney Piburn, da Editora Nova Era, tem 190 páginas. É uma série de entrevistas e depoimentos sobre a vida e a obra do Dalai Lama. Um dos capítulos, página 181, traz a declaração, bem transparente, do que ele fez com o dinheiro que recebeu do Prêmio Nobel da Paz (1 milhão de dólares): “Decidi doar uma parte do dinheiro do Prêmio para as pessoas que estão enfrentando a fome em várias partes do mundo; outra parte para alguns programas dos leprosários na Índia; a terceira para algumas instituições e programas já existentes que trabalham pela paz; e, finalmente, gostaria de utilizar uma parte dele como uma semente para estabelecer futuramente uma Fundação Tibetana para a Responsabilidade Universal. Essa nova fundação executará projetos segundo os princípios budistas tibetanos para beneficiar pessoas em todos os lugares, focalizando especialmente o apoio aos métodos não-violentos, o aperfeiçoamento da comunicação entre religião e ciência, a proteção dos direitos humanos e das liberdades democráticas e a conservação e restauração da nossa preciosa Mãe Terra. (Oslo, Noruega, 10 de dezembro de 1989)”.

* À primeira vista, uma política de bondade, pode parecer algo utópico. Mas as utopias, com os pés no chão, podem ser realizáveis. Há 30 anos era algo completamente utópico, um torneiro mecânico tornar-se Presidente do Brasil.

* É assim que nós budistas estamos tentando colaborar e juntos com todos, trabalharmos por um mundo melhor.

* “Adote Uma Árvore” é um boletim ecológico-holístico mensal, artesanal, virtual e impresso. Edições anteriores veja no blog acima citado.

* Se você concordar, pode tirar cópias e passar adiante. Obrigado !

* Mantenha a cidade limpa e o seu bairro também. Não jogue esta folha no chão. Se não quiser deixe em uma banca de jornal. Peça ao jornaleiro, sempre vai aparecer alguém interessado.

* Entre, visite e conheça a Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa: www.amast.org.br

* Edição de aniversário: agradecemos a todos os que, direta ou indiretamente, ajudaram com dicas, sugestões, artigos, notas e encaminharam o “Adote Uma Árvore” para outras pessoas.

* Oração da Serenidade: “Concedei-me Senhor*, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que posso e Sabedoria para distinguir uma da outra”.

(*) Poder Superior, na forma em que cada um concebe: Alá, Buda, Cristo, Deus, Ecossistema, Natureza, Vida etc.

* Inicie e termine o seu dia, a sua reunião, a sua conversa, o seu trabalho com a Oração da Serenidade.

sábado, 24 de maio de 2008

Núcleo Shakamuni, HBS-Rio, boletim nº 21,maio/2008, Ano II.

Editorial:
“O PAPA DOS BUDISTAS NO BRASIL”

Com o título acima, a revista IstoÉ, nº 2005, publicou em 19/4/2008, uma entrevista com o Sumo Pontífice do Budismo Primordial, quando de sua visita a São Paulo para as comemorações do Centenário da HBS em terras brasileiras. A reportagem também está on line e pode ser acessada, vide www.istoe.com.br

Durante a visita oficial de nosso Patriarca foi lançado o livro O que é Primordial, com 440 páginas e dezenas de fotos coloridas e preto e branco. O subtítulo diz: “Budismo 100 anos” e logo abaixo: “A incrível história da vida do monge budista Ibaragui Nissui, que há 100 anos fundou o Budismo no Brasil. Saiba como superar os sofrimentos valorizando o que a vida tem de melhor. Isto é primordial!”

Autoria de Kyohaku Correia, bispo da HBS de Curitiba, nosso Odoshi (Mestre) está de parabéns pela obra monumental. A revisão é de Liria Miyuki Okabe. O texto da última capa afirma: “A imigração japonesa completa 100 anos. Tendo Mizuno Ryu como fervoroso fiel budista, a imigração, sim, teve seu início, mas não sem um planejamento espiritual. Um monge seria embarcado no Kasato-maru e faria história no Brasil. Bastaria apenas alguns monges como ele para o budismo se expandir mundialmente e levar a felicidade a muitas pessoas. Já que não é fácil imaginar o que é primordial, Ibaragui é um exemplo simples e ao mesmo tempo maravilhoso”.

“É inefável – continua o texto – “como o Buda previu nossas limitações há três mil anos, e pelo Sutra Lótus nos ensinou a viver a realidade de acordo com a nossa capacidade, sem desmerecer o mundo e as pessoas. Não é preciso querer mudar uma realidade da noite para o dia. Basta, persistentemente, dia-a-dia, semear com fé e compaixão, a causa, essência e semente da iluminação, e esperar ainda nessa vida, nesse presente momento, a própria e mútua iluminação. Algo maravilhosamente íntimo e universal”.

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FLEXIBILIDADE E ADAPTAÇÕES

Na entrevista acima citada, em uma das perguntas, o repórter perguntou ao nosso Papa: “Qual a sua opinião sobre o fato de o budismo estar sendo cada vez mais associado à prática da ioga e à qualidade de vida?”

E o nosso Patriarca respondeu: “A flexibilidade e a adaptabilidade budista, já previstas por Buda, devem ser empregadas para levar o ser a concretizar a iluminação, e não meramente a ter apenas uma melhor qualidade de vida. Acho extremamente válidas todas as práticas e adaptações, desde que elas sigam diretrizes de conduzir todos, sem exceção, à iluminação. Se a adaptação não trouxer esse resultado, correrá o risco de terminar em mais uma prática individualista e momentânea”.
Não é por acaso, nem por coincidência que o Núcleo Shakamuni, funciona em um espaço de ioga. Até prova em contrário, talvez seja o primeiro núcleo do Budismo Primordial HBS em todo o mundo, a funcionar em uma academia de ioga.

Estamos conscientes das orientações do Sumo Pontífice e ficamos felizes com a sua declaração de que acha “extremamente válidas todas as práticas e adaptações”. Primamos pela “flexibilidade e adaptabilidade budista”.

E é por isso, que desde o início, com respeito e reverência estamos realizando a Liturgia em português. Agradecemos de coração a todos os que nos apóiam, nos ensinam e nos orientam nesta caminhada, para divulgar o Darma Sagrado na Língua Portuguesa.

E, como bem afirma a última capa do citado livro, o nosso Núcleo Shakamuni também é fruto de “um planejamento espiritual” inspirado pelo próprio Buda Primordial.

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“O ESPÍRITO DE BUDA TOMOU CONTA DE IBARAGUI...”
(prefácio, de autoria de nosso Papa, sobre o livro citado no editorial):

“Exatamente nesta ocasião de homenagem ao mestre Ibaragui, pelo seu préstimo à História do Brasil como fundador do budismo, o Budismo Primordial HBS tem o privilégio de publicar a sua biografia. Isso não só fortalece as relações Brasil-Japão, como também é algo extremamente gratificante.

“Ibaragui Nissui Shonin partiu do Japão em 1908, como sacerdote imigrante, acompanhado de sua esposa e do irmão dele. Ao relembrar da sua trajetória, sinto-me profundamente lisonjeado. Isso porque, Mizuno Ryu, pai da imigração japonesa, e quem convidou Ibaragui para seguir juntos rumo ao Brasil, era fiel do Templo Seiouji, onde hoje também sou bispo. Faz parte da história da minha vida, do nosso templo.

“Mizuno desejou profundamente levar consigo um monge, para que este oferecesse o suporte espiritual aos imigrantes. O mestre de Ibaragui, o 4º Sumo Pontífice Nitikyo, fez a indicação certa ao apontar Ibaragui como o mais adequado à missão, pois somente ele teria forças para resistir a todas as adversidades. A visão de seu mestre estava certa.

“A leitura deste livro esclarecerá o tamanho da fé que sustentou este mestre e seguidores budistas de sua época. Quando não existiam mais motivos para acreditar em nada, ele pregou pelo bem de outrem, a fé e a compaixão. Simplesmente, o espírito de Buda tomou conta de Ibaragui e o guiou durante toda a sua vida.

“Sua história, ao mesmo tempo, é um resumo de todos os imigrantes, dos personagens dessa época, e de como o budismo oficialmente foi fundado e difundido no Brasil. Se hoje o budismo é uma religião de prestígio no Brasil é porque Ibaragui, como precursor, soube desenvolver e completar a sua missão.

“Esta obra faz jus ao mérito de seus sucessores e tudo o que fizeram pela difusão do budismo no Brasil. Afinal, rogamos pela paz mundial, pela iluminação de todos os seres, e união, e união através do elo primordial da religião. Sem dúvida, sua missão continuará a envolver a todos, para desenvolvermos atividades que cada vez mais possam nos trazer a prosperidade”.

(PREFÁCIO DO SUMO PONTÍFICE KOYAMA NITIJYO).

domingo, 6 de abril de 2008

A Eterna Presença do Buda Primordial Shakamuni

“Num final de tarde eu estava no Pico do Abutre, no estado indiano de Bihar, quando vi um belo pôr-do-sol e, de repente, percebi que Shakyamuni Buddha ainda estava lá sentado no local”.

O texto acima encontra-se no livro O sol meu coração, do monge vietnamita, radicado na França, há muitas décadas, Thich Nhat Hanh, Editora Paulus, página 93, 1996.

Foi no Pico do Abutre que Sidarta Gautama proferiu o Sutra Lótus. Sua iluminada presença se faz sentir até hoje, por todos quantos se aproximam daquele local, tamanha é a força de suas abençoadas vibrações que permanecem através dos séculos.

Se você não pode se locomover, geograficamente, até a Índia. Você pode e deve, através da Oração Sagrada Namu Myou Hou Ren Gue Kyou conversar com Ele, vê-lo e privar de sua bem-aventurada companhia.

O Pico do Abutre também é conhecido como o Pico da Águia. É pico porque é o ponto mais alto de uma região montanhosa, e também simboliza a elevada altitude dos ensinamentos do Buda, contidos no Sutra Lótus. É abutre porque esta ave, simbolicamente ataca a nossa ignorância, o desconhecimento das coisas búdicas. E também é águia porque esta espécie de ave enxerga bem, vê muito longe.

Outros grandes monges e mestres, de outras linhagens também falaram, em diferentes épocas, sobre esta aparição. Ou melhor, estas aparições, pois o Buda Shakamuni, afirma no Sutra Lótus que Ele é o Pai de todos nós.

Na antiguidade, o monge chinês Tien Tai que, em japonês é conhecido por Tendai, e fundou a escola búdica de mesmo nome, declarou certa feita que “a reunião” no Pico do Abutre continuava. Séculos depois, Nichiren, que estudou e se formou, na escola monástica Tendai, também declarou isso: a reunião no Pico da Águia ainda não terminou.

E em nosso blog (vide capa) escrevemos que essa reunião não termina nem tão cedo, enquanto existirem seres humanos que sofrem e merecem uma palavra de conforto, apoio, solidariedade, compaixão, caridade, generosidade.

A reunião que eles se referem, é o encontro dos praticantes com o Buda Primordial Shakamuni, para estudarmos o Sutra Lótus e recitarmos o Odaimôku.

Toda quarta-feira, às 19h15m e no primeiro sábado de cada mês, às 16 h, a reunião no Pico da Águia ou Pico do Abutre, é aqui em nosso Núcleo*, com a honrosa e eterna presença do Buda Primordial Shakamuni.

Hakuan (Antonio Carlos Rocha) Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)

(*) Núcleo Shakamuni: Av. Presidente Vargas, 509, sala 503, próximo ao Metrô Uruguaiana, Rio.

sábado, 5 de abril de 2008

Oração e Iluminação

“Ore o Odaimôku* mesmo se estiver,
andando, em casa, sentado ou deitado.
Orar significa se iluminar
no estado presente”.

(*) Odaimôku é a recitação contínua do Mantra Sagrado Namu Myou Hou Ren Gue Kyou.

- A poesia acima é do Mestre Nissen (1817-1891), fundador da Tradição HBS. A estrofe foi publicada originalmente na revista Lótus, página 22, nº 89, ano 8, fevereiro de 2007.

- A prática de Odaimôku é uma forma de Plena Atenção. Ou seja, em qualquer situação podemos e devemos recitar o mantra.

- Satipathana Sutta, é texto transmitido pelo Buda Primordial Shakamuni, em língua páli, que estabelece a meditação vipássana (visão interior):

- “A Visão Interior resume-se na frase “Sede atentos!”, o que quer dizer, em Atenção, sati, isto é, observar as coisas atentamente, profundamente, detalhadamente, e estar plenamente consciente de tudo o que se passa no Aqui e Agora, tanto na meditação sentada, como em pé, caminhando, trabalhando etc.” (página 88, do livro Budismo: psicologia do autoconhecimento, editora pensamento, de Dr. Georges da Silva & Rita Homenko).

- O autor, Dr. Georges, foi presidente da SBB – Sociedade Budista do Brasil, no período 1973-76 e na feitura do livro contou com a colaboração do monge japonês Soto Zen, Kiugi Tokuda – hoje radicado em Paris – e do brasileiro, professor Kaled Amer Assruy (ex-monge Theravada, Bhikkhu Dhammanando), além de leigos como o professor doutor Rogel Samuel.

- Esclareça-se que, com o passar dos séculos, várias linhagens adotaram e adaptaram diferentes formas de Vipássana. Mas que, na essência, constituem uma só forma de Plena Atenção.