sábado, 30 de agosto de 2008

Decálogo do Buda para Candidatos, Governantes e Políticos em Geral

Adote Uma Árvore
Santa Teresa, ago/08 – Ano II – nº 14.
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Antonio Carlos Rocha (professor)
---------------------------------------------------
Editorial:

Decálogo do Buda para Candidatos, Governantes e Políticos em geral

“1) Praticar a generosidade e a caridade. Governantes, políticos, pessoas públicas (homens e mulheres) não devem sentir avareza nem apego pela riqueza e muito menos pela propriedade, devem doá-la(s) para o bem-estar público.

2) Ter um elevado caráter moral, ético e com virtudes. Nunca deve destruir vidas, trapacear, roubar, explorar outros, dizer mentiras.

3) Sacrificar tudo pelo bem do povo. O governante deve estar disposto a sacrificar toda a comodidade pessoal, assim como o nome, a fama e, se necessário, a vida em benefícios dos governados.

4) Honestidade e integridade no desempenho de suas funções, estar livre do medo e de todo favor, deve ser sincero em suas intenções e não enganar o povo.

5) Amabilidade e doçura. Deve ser afável com todos em seu trato.

6) Costumes austeros. Deve levar uma vida simples, não se deixar subjugar pelo luxo e deve praticar o autodomínio.

7) Ausência de ódio, de má vontade e de aversão. Não deve guardar rancor a nada.

8) Não-violência. Significa não causar dano a quem quer que seja. E também esforçar-se, em suas obrigações, a promover a paz, evitando as guerras e tudo aquilo que implique a destruição de vidas.

9) Paciência, indulgência, perdão, tolerância, compreensão. Deve ser capaz de suportar, sem encolerizar-se, toda sorte de penúrias, dificuldades e insultos.

10) Não-oposição e não-obstrução. Significa que o governante não deve opor-se à vontade do povo, nem obstruir nenhuma vontade que tenda ao bem-estar da população. Deve, em outras palavras, governar em harmonia com o povo.”

(conforme o livro, Lo que el Buddha enseño, de Walpola Rahula, Editora Kier, Buenos Aires, 1978, páginas 116-117) O autor, já falecido, era um conceituado monge budista do Sri Lanka, professor e pesquisador visitante das Universidades de Londres e Sorbone, Paris).

* “Adote Uma Árvore” é um boletim ecológico-holístico mensal, artesanal, virtual e impresso. Edições anteriores veja no blog acima citado.

* Se você concordar, pode tirar cópias e passar adiante. Obrigado !

* Mantenha a cidade limpa e o seu bairro também. Não jogue esta folha no chão. Se não quiser deixe em uma banca de jornal. Peça ao jornaleiro, sempre vai aparecer alguém interessado.

* Entre, visite e conheça a Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa: www.amast.org.br

* Oração da Serenidade: “Concedei-me Senhor*, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que posso e Sabedoria para distinguir uma da outra”.

(*) Poder Superior, na forma em que cada um concebe: Alá, Buda, Cristo, Deus, Ecossistema, Natureza, Vida etc.

* Inicie e termine o seu dia, a sua reunião, a sua conversa, o seu trabalho com a Oração da Serenidade.

* Para pensar: “Qualquer um pode zangar-se – isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil”. = Aristóteles (384-322 aC).

*Livro do mês: Em edições anteriores, falamos aqui em colonialismo e neocolonialismo. A Editora Nova Fronteira tem em seu catálogo a seguinte obra: A doutrina do choque, com o esclarecedor subtítulo: “A ascensão do capitalismo de desastre”. A autora é a jornalista canadense Naomi Klein, que se notabilizou por estar à frente do chamado “movimento antiglobalização”. Ela defende a tese de que estamos assistindo à ascensão do “capitalismo de desastre”, uma mutação do velho colonialismo que encontra nas tragédias ocorridas em países em desenvolvimento uma ótima oportunidade para aumentar a margem de lucro das corporações. São 592 páginas. Ou seja, se antes falávamos em capitalismo selvagem, neoliberalismo, agora estamos assistindo ao capitalismo de desastre. Pobre terceiro mundo...


* Missão Cumprida: Parabéns à diretoria da Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa que está encerrando o seu período. Sabemos que as reivindicações sociais e populares nem sempre são fáceis de conseguir, quase sempre muito difíceis de atingir e, freqüentemente, com uma série de obstáculos. Mesmo assim valeu a pena estes dois anos de heróico esforço. Como se dizia antigamente, um refrão que continua atual: “A luta continua !”.

* Com relação ao “Decálogo” citado no editorial, conforme já dissemos em edições anteriores, Buda era um estadista, um príncipe, até os 29 anos, nasceu e se criou presenciando e participando das decisões palacianas com o pai e os ministros. Esta face social e politizada do Budismo é pouco divulgada no Brasil.

Palavras de Gandhi: “Quero um socialismo puro como o cristal. São precisos, portanto, meios puros como o cristal para consegui-lo. Meios impuros resultam num fim impuro. Não obteremos a igualdade entre o príncipe e o camponês cortando a cabeça do camponês. Cortar cabeças não pode equiparar quem dá trabalho a quem é assalariado... Só os socialistas, sinceros, não-violentos e puros de coração conseguirão instaurar uma sociedade socialista na Índia e no Mundo”. (página 199, Mahatma Gandhi – o apóstolo da não-violência, Huberto Rohden, Editora Martin Claret, 2000.

* “É possível que as gerações futuras mal consigam acreditar que um homem assim, de carne e osso, já andou por este mundo”. – Albert Einstein sobre Gandhi – (página 6, Gandhi - uma lembrança inesquecível, de William L. Shirer, Editora Record, 1979).

* Banana: “A fruta mais versátil que se pode comer em combinação com qualquer outra fruta, a banana é rica em potássio, sódio e magnésio. Só se deve comer bananas maduras, quando em nenhuma parte delas houver um pouquinho verde, inclusive nas pontas (elas podem ser aquecidas ao forno para amadurecer rapidamente). As bananas maduras são muito fáceis de digerir e suavizam o trato intestinal. Consideradas pelo seu efeito regulador sobre o intestino grosso, são um auxílio valioso no tratamento quer da diarréia quer da prisão de ventre”. (O livro da cura natural – do jardim do éden à era de aquário, Greg Brodsky, Editora Ground, 1994).

domingo, 24 de agosto de 2008

Aulas no RJ

AULAS DO PROF. ANTONIO CARLOS ROCHA
Hakuan Gakutô (auxiliar sacerdotal) do Budismo Primordial HBS
40 anos de estudos, pesquisas, práticas e ensinamentos do Darma
antoniocpbr@click21.com.br ; http://budismoprimordialrio.blogspot.com


Curso de Extensão: Introdução à Filosofia Oriental: 2ªs feiras: 14 às 17 = Grupo Zenith - Universidade Castelo Branco – Campus Centro; informações: tel. 2210-1196.

MEDITAÇÃO DO BUDA DA MEDICINA: A Saúde começa na Mente: 3ªs feiras: 18:30 às 19:30 h – ABPY: Associação Brasileira de Profissionais de Yoga – Rua Domício da Gama, 40 (entre as ruas Haddock Lobo e Dr. Satamini, próximo ao Metrô Afonso Pena) – Tijuca, tel. 2234-4285, fax: 2264-1174 abpy.rlk@terra.com.br ; www.abpy.com.br ; R$ 10,00.

MEDITAÇÃO PLENA ATENÇÃO: com estudos da Filosofia Budista: 4ªs feiras, 16:00 às 17:30 h, Rua Dr. Pereira dos Santos, 35/902, (próximo ao Metro Saens Peña) Tijuca. Yoga Miryam Both.

MEDITAÇÃO PELA PAZ NO RIO: Sutra da Compaixão e do Amor Universal: primeira 5ª feira de cada mês, 18:30 às 19:30, R$ 10,00: Yoga Miryam Both, Rua Francisco Sá, 88/814, Copacabana, tel. 2521-3609.

MEDITAÇÃO ODAIMÔKU: Budismo Primordial HBS – 1º sábado de cada mês, 16:00 às 17:00 h, entrada franca. Espaço Yogananda: Av. Presidente Vargas, 509 sala 503, Centro, tel. 2222-1126.

GRUPO DE ESTUDOS BUDISTAS E MEDITAÇÃO: 2º sábado de cada mês: 16:00 às 18 h = R$ 10,00, Icaraí, Niterói.

MEDITAÇÃO e ESTUDOS BUDISTAS: 3º sábado de cada mês, 17:30 às 19:30 h, na ABPY, endereço acima. Sócios: R$ 20,00, não-sócios: R$ 30,00. Cada encontro um tema diferente.

Nas livrarias: Zen-Budismo e a Literatura, de Antonio Carlos Rocha, Editora Madras, 120 páginas. Música, poesia e filosofia.

Com o autor: O caminho da Autoperfeição, 160 páginas = R$ 10,00. Através de um romance o leitor vai ficar conhecendo como é um retiro de três dias da meditação plena atenção (mindfulness-vipassana). A prática é descrita com riqueza de detalhes.

domingo, 3 de agosto de 2008

Núcleo Shakamuni, agosto, 2008

Núcleo Shakamuni
HBS-Rio, ago/2008, nº 24, Ano II
Hakuan (Antonio Carlos Rocha)
Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Editorial:
Evitemos a Vaidade e a Arrogância

Na página 234, do Sutra Lótus, edição que se encontra no site oficial da HBS, capítulo 14, “Práticas Pacíficas”, há um versículo bem significativo: “Varrei a mente da vaidade e da arrogância...”.
As duas, geralmente andam juntas: vaidade e arrogância. Veja mais adiante, nesta edição, nossas ponderações sobre o tema da vaidade que, algumas pessoas confundem com beleza ou asseio corporal.
O ensinamento do Buda no Sutra Lótus é bem claro no sentido de evitarmos a vaidade e a arrogância. Nosso espaço é pequeno, mas sobre a arrogância é bom sabermos que o dicionário Houaiss a define da seguinte forma: “prepotência, desprezo pelos outros, desrespeito”. E estas atitudes geram carma negativo e mais tarde doenças, logo é bom evitar.

Hakuan
-------------------------------
Lema do Budismo Primordial HBS:
“Oramos pela harmonia do universo, através da prática de virtudes, do aperfeiçoamento espiritual e da solidariedade dos seres”.
------------------------------
Palavras Dármicas: “Eu vos respeito profundamente, de maneira nenhuma vos desprezo. Isso justamente porque vós todos, ao praticardes o Caminho de Bossatsu (Bodhisatva), certamente atingireis a iluminação”.
-------------------------------
* Núcleo Shakamuni é um boletim mensal, artesanal, impresso e virtual no município do Rio de Janeiro. Homon Butsuryu Shu – HBS (Budismo Primordial) é a mais antiga linhagem budista no Brasil. Chegou aqui em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Nosso núcleo de expansão está ligado ao Templo Nyorenji, Curitiba, PR, Bispo Kyohaku Correia, nosso Mestre (Odoshi): www.budismo.com.br e ao templo Hoshoji: Estrada RJ 99, nº716, bairro Piranema, Itaguaí – RJ, Monge responsável: Sacerdote Jyunshô, tel/fax: (21) 2687-6114.

* Se você quiser uma reunião de estudos, orações, prática de Odaimôku (recitação contínua do Mantra Sagrado Na Um Myou Hou Ren Gue Kyou) ou atendimento espiritual em sua casa, no seu trabalho, escola, colégio, faculdade ou praça pública, por favor, nos avise.

* Importante: Se você concordar pode tirar cópias e passar adiante.Obrigado !

* Reuniões Públicas: Núcleo Shakamuni – toda quarta-feira, às 19:15 e no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas. Av. Presidente Vargas, 509 sala 503 (próximo à Estação Uruguaiana do Metrô). Tel. 2222-1126. Visite-nos ! Seja bem-vindo(a) !

* Os boletins anteriores e informações sobre cursos e palestras estão no blog acima citado e no site www.espacoyogananda.com

* Mensalidade: Se possível, colabore com R$ 10,00 para manutenção da sala e dos anúncios veiculados na imprensa alternativa.

* Com esta edição estamos completando dois anos de boletim alternativo. De forma simples, artesanal, contando sempre com a colaboração do Levi e outros mais, estamos mensalmente, de forma impressa e na internet divulgando o Budismo Primordial HBS. Agradecemos a todos os que direta ou indiretamente tem proporcionado condições para a publicação do mesmo.
--------------------------
Beleza é diferente de Vaidade

Outro dia vi na TV um anúncio que me chamou a atenção. Tecnicamente era perfeito, bem produzido e cativante, como aliás, em geral, são os anúncios da premiada propaganda brasileira.
A questão é que o texto confundia as palavras beleza e vaidade e dava a entender que, se as pessoas se vestissem iguais, isto seria uma ausência de vaidade. Na verdade, um equívoco.
Beleza é justamente a diversidade e o melhor exemplo é a natureza, o ecossistema. Uma floresta é bela, entre outras coisas, porque é impressionante a quantidade diferente de espécies, cores, funções e tonalidades de cada árvore, arbusto, planta, animal, ave, inseto, mineral etc.
O Dicionário Houaiss afirma que beleza é “qualidade, propriedade, caráter ou virtude do que é belo”, é aquilo que suscita admiração, êxtase, prazer etc.
O anúncio falava da beleza física, da estética, do embelezamento, do cuidar-se visualmente na apresentação.
Veja, no citado dicionário, que os dois termos: estética e embelezamento nos levam a refletir também sobre o belo. E o belo nos remete à harmonia e novamente à beleza, ao que é lindo !
Budisticamente, nada contra a beleza, o belo, o cuidar-se, o embelezamento, o encanto, o ornamentar-se e afins. Até porque se tais atitudes vão nos deixar alegres e felizes isso vai contribuir para a melhoria da nossa auto-estima, lembrando que alegria é um dos fatores da iluminação. E se olharmos bem, as imagens do Buddha são sempre muito belas ou pelos menos os artistas, os artesãos, os escultores que as fazem esmeram-se na arte, no belo, na beleza. O mesmo acontece com o nosso Gohonzon, nossos altares Gohouzen.
Algumas pessoas também confundem desapego com desleixo. São coisas bem diferentes. Pensam que simplicidade e humildade tem a ver com descuido na aparência. Quando não é. Tais palavras têm significados bem diferentes.
Certa feita, conversando a este respeito com o monge budista theravada T. Anurudha Bikkhu, natural do Sri Lanka, que depois ficou conhecido através do seu nome próprio Don Kulatunga Jayanetti, ele confirmou que este princípio de beleza de cuidar-se, de apresentar-se bem foi recomendado pelo próprio Buddha que ensinava aos discípulos cuidarem de suas roupas. Não usassem mantos rasgados e, mediante as posses de cada um, com as vestes bem limpas e asseadas, pois isso traz saúde. Entre outras, o descuido, o desleixo atrai espíritos negativos, vibrações idem, egrégoras feias e, possivelmente, se ficar muito tempo usando uma roupa suja vai atrair enfermidades.
Por outro lado, o referido dicionário esclarece que vaidade é aquilo que é “firmado na aparência ilusória, vão, vazio”, que é inútil, que nos lembra futilidade, engano, sem valor, superficial, que não inspira confiança, insignificante, pequeno.
Logo, a beleza é grande, essencial. A vaidade é desimportante.
Não misturemos as estações. A beleza interior e exterior, mediante o caminho do meio, evitando-se os extremos, é algo búdico, nirvânico.

domingo, 6 de julho de 2008

Adote Uma Árvore, julho/2008

Adote Uma Árvore
Santa Teresa, julho/08 – Ano II – nº 13.
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Antonio Carlos Rocha (professor)
---------------------------------------------------
Editorial:
Acidentes de Trânsito
- um outro lado da violência –

Infelizmente as estatísticas são alarmantes, preocupantes; centenas perdem suas vidas nos feriadões, fins de semana e no cotidiano corrido que caracteriza o nosso tempo. Os veículos são cada vez mais velozes e mais frágeis. Lindos pára-choques de plástico ou fibra que, em qualquer batida parecem de papel. Quando não morrem, os acidentados tem graves ferimentos e muitas vezes ficam parcialmente inutilizados, quando não de todo.
As campanhas educativas e esclarecedoras parecem surtir pouco efeito. Então, é preciso pesquisar outras causas, não apenas a tradicional desatenção do motorista, falha técnica do carro, o não respeito às normas de segurança, uso de bebidas alcoólicas, ultrapassagens perigosas etc. Deve haver, pelo menos, mais uma outra causa e está na hora das autoridades competentes também tocarem neste prisma da questão.
A sugestão é, nos anúncios, nas publicidades colocarem a palavra de especialistas em psiquiatria, psicologia, psicanálise e áreas afins.
Bem antigamente, houve uma campanha no rádio e na TV que mostrava uma recém-viúva chorando no velório do marido, atribuindo o excesso de velocidade que culminou com a morte do cônjuge ao fato da impotência sexual dele. Mas parece que essa história não colou e logo retiraram do ar, até porque hoje tem viagra e, desde que o Brasil existe, tem catuaba, garrafada do norte, pimenta malagueta, amendoim e outros preparados da flora, sem contar com o ovo de codorna que até virou baião do saudoso Luís Gonzaga.
O outro olhar que queremos sugerir está no livro A doença como símbolo, obra que tem como subtítulo “Pequena enciclopédia de psicossomática”. Autoria do médico alemão Rüdiger Dahlke, editora Cultrix, 334 páginas.
Os acidentes, quaisquer que sejam eles, dos mais simples aos mais graves espelham, demonstram, entre outros sintomas, as enfermidades holísticas (físicas, emocionais, psíquicas, espirituais etc) dos envolvidos.
O autor inclui acidentes de trabalho, acidentes domésticos, acidentes de trânsito, acidentes em geral. Buda já falava isso no século VI AC., Freud também abordou o tema e agora, a psicossomática.
Existem outros bons livros na área, que aos poucos iremos aqui comentando.
Portanto, não existe fatalidade, não existe acaso, não existe coincidência.
Resumindo: quando uma pessoa está “batendo de frente” com outra ela bate o carro, ou o carro bate nela ou ela se envolve em algum tipo de acidente.
Quando uma pessoa acha que a violência é solução para alguma coisa esta mesma violência se volta para ela pois isto é uma Lei da Vida, que muitos não acreditam, nem são obrigados a acreditar.
Uns chamam de lei do retorno outros Lei de Causa e Efeito ou ainda que é uma Lei da Física: “toda ação corresponde a uma reação”. E esta Lei se manifesta através dos pensamentos, palavras e ações.
Acidentes de trânsito e outros mais – isso também é um assunto de conscientização ecológica.
Na realidade, são várias as causas dos acidentes, mas, existe uma outra ainda, e ninguém está obrigado a acreditar ou aceitar, mas pesa muito, é a causa espiritual. Quais os pensamentos, sentimentos e emoções das pessoas na hora exata em que elas se envolveram nos acidentes? Esse é um aspecto a ser levado em conta, contudo...
Belo dia, não importa em que século, a humanidade passará a acreditar.

* “Adote Uma Árvore” é um boletim ecológico-holístico mensal, artesanal, virtual e impresso. Edições anteriores veja no blog acima citado.

* Se você concordar, pode tirar cópias e passar adiante. Obrigado !

* Mantenha a cidade limpa e o seu bairro também. Não jogue esta folha no chão. Se não quiser deixe em uma banca de jornal. Peça ao jornaleiro, sempre vai aparecer alguém interessado.

* Entre, visite e conheça a Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa: www.amast.org.br

* Oração da Serenidade: “Concedei-me Senhor*, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que posso e Sabedoria para distinguir uma da outra”.

(*) Poder Superior, na forma em que cada um concebe: Alá, Buda, Cristo, Deus, Ecossistema, Natureza, Vida etc.

* Inicie e termine o seu dia, a sua reunião, a sua conversa, o seu trabalho com a Oração da Serenidade.

* Já que o assunto este mês é automóvel, e já que o bairro de Santa Teresa virou ponto de badalação; além da recomendação de estacionar legal evitando ficar próximo ao trilho, tem também uma dica para a CET Rio e demais autoridades competentes do setor, para colocarem mais placas tipo curva perigosa, pista escorregadia, devagar escola; e explicar bem, pois com o chão molhado haja derrapagens que batem no carro em frente ou ao lado.

* Outra reflexão é a questão gramatical: Os verbos beber e dirigir em português tem vários significados. “Se beber não dirija” é uma frase com muitos sentidos. Um motorista pode beber um copo de água, um refrigerante, um cafezinho, um suco e dirigir o seu automóvel. Por outro lado uma pessoa pode beber um chopp e dirigir-se ao banheiro ou dirigir a sua empresa ou dirigir a sua loja etc. Publicitários e autoridades, que tal uma nova frase?

*Livro do mês: Vale a pena conhecer este outro livro do citado médico Rüdiger Dalke, mas desta vez ele vem acompanhado do psicólogo Thorwald Dethlefsen, A doença como caminho, editora Cultrix. A obra ficou vários anos entre os mais publicados na Alemanha. O prefácio dos autores é bem inteligente e provocador: “Este é um livro que aborrece as pessoas, pois destrói o álibi para seus problemas não resolvidos: a doença. Propomo-nos a mostrar que o doente não é uma vítima inocente de alguma imperfeição da natureza, mas que é de fato o autor da sua doença.” (página 7).


* Vejamos outros trechos: “Nós é que provocamos os nossos acidentes, da mesma forma como “buscamos” nossas doenças. Nesses casos, não temos nenhum escrúpulo em considerar um dado assunto como se ele fosse capaz de ser uma “causa”. No entanto, a responsabilidade de tudo o que acontece em nossa vida é nossa. Quando alguém sofre, só ele é responsável pelo sofrimento (o que nada tem a ver com a gravidade do mesmo!). Toda pessoa é ao mesmo tempo autor e vítima. Enquanto o ser humano não descobrir que desempenha esse duplo papel, é-lhe impossível tornar-se perfeito.” (pág. 212).

sábado, 5 de julho de 2008

Núcleo Shakamuni
HBS-Rio, julho/2008, nº 23, Ano II
Hakuan (Antonio Carlos Rocha)
Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Editorial:
O Evangelho de Buda

Finalmente saiu em nossa língua, a edição deste clássico livro. A publicação é da editora Ésquilo, de Lisboa, Portugal. O autor, Paul Carus, compilou textos dos antiqüíssimos cânones Theravada e Mahayana.
Paul Carus (1852-1919) nasceu na Alemanha, foi um conceituado filósofo e orientalista, formado pela Universidade de Tubingen.
Adotado em escolas e colégios de vários países com população majoritariamente budista, Japão e Sri Lanka, por exemplo; O Evangelho de Buda, só nos EUA se tornou um best seller atingindo a cifra de 3 milhões de volumes impressos.
“Traduzido em muitas línguas ocidentais e orientais – diz o editor -. Através de suas páginas, o leitor tem contato com uma sabedoria com sabor a eternidade, muitas vezes transmitida através de histórias fascinantes da vida de Sidarta Gautama, o Buda. Interessa tanto a budistas como a pessoas de qualquer outra área cultural ou religiosa”.
São 240 páginas e, com um pouquinho de sorte, o leitor brasileiro pode encontrar nas boas livrarias.
Ao todo são 100 capítulos divididos em múltiplos versículos. Uma obra prima !

Hakuan

Lema do Budismo Primordial HBS:
“Oramos pela harmonia do universo, através da prática de virtudes, do aperfeiçoamento espiritual e da solidariedade dos seres”.

Palavras Dármicas: “Eu vos respeito profundamente, de maneira nenhuma vos desprezo. Isso justamente porque vós todos, ao praticardes o Caminho de Bossatsu (Bodhisatva), certamente atingireis a iluminação”.

* Núcleo Shakamuni é um boletim mensal, artesanal, impresso e virtual no município do Rio de Janeiro. Homon Butsuryu Shu – HBS (Budismo Primordial) é a mais antiga linhagem budista no Brasil. Chegou aqui em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Nosso núcleo de expansão está ligado ao Templo Nyorenji, Curitiba, PR, Bispo Kyohaku Correia, nosso Mestre (Odoshi): www.budismo.com.br e ao templo Hoshoji: Estrada RJ 99, nº716, bairro Piranema, Itaguaí – RJ, Monge responsável: Sacerdote Jyunshô, tel/fax: (21) 2687-6114.

* Se você quiser uma reunião de estudos, orações, prática de Odaimôku (recitação contínua do Mantra Sagrado Na Um Myou Hou Ren Gue Kyou) ou atendimento espiritual em sua casa, no seu trabalho, escola, colégio, faculdade ou praça pública, por favor, nos avise.

* Importante: Se você concordar pode tirar cópias e passar adiante.Obrigado !

* Reuniões Públicas: Núcleo Shakamuni – toda quarta-feira, às 19:15 e no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas. Av. Presidente Vargas, 509 sala 503 (próximo à Estação Uruguaiana do Metrô). Tel. 2222-1126. Visite-nos ! Seja bem-vindo(a) !

* Os boletins anteriores e informações sobre cursos e palestras estão no blog acima citado e no site www.espacoyogananda.com

* Mensalidade: Se possível, colabore com R$ 10,00 para manutenção da sala e dos anúncios veiculados na imprensa alternativa.

ODYUZU

“A maioria das religiões tradicionais usam em suas orações um certo tipo de rosário. Todos diferem em formato e no número de contas.
Em nossa religião o rosário é denominado NENDYU ou ODYUZU, como é falado normalmente. Para melhor entendimento do significado do “Odyuzu” vamos usar o termo “Nendyu”.
Em japonês NEN significa sentimentos e DYU significa contas. Portanto o Nendyu ou Odyuzu representa os sentimentos humanos na forma de contas. Na parte central do Odyuzu existem 108 contas que representam os sentimentos de um ser humano, intercalado por 4 contas de tamanhos ou cores diferentes que representam o sentimento denominado de Bossatsu (Bodhisattva). As duas contas de tamanho maior, representam a camada máxima do sentimento humano, ou seja o “Hotoke” (Buda, também é chamado de Hotoke).
Nos extremos do Odyuzu existem 5 tranças de linhas com franjas ou borlas. Do lado que possui 3 franjas, existe uma maior que é composta por 10 contas que representam os 10 discípulos de Buda. Os dois restantes que possuem 5 contas cada, representam os Bossatsus, o mesmo se pode dizer do lado que possui 2 franjas.
Quanto as franjas ou as borlas servem para enfeite (pois um altar deve ser enfeitado com flores, incenso etc), servem para lembrar a chuva de néctar do Darma que está no Sutra Lótus e também para diferenciar dos Odyuzus de outras linhagens Nichiren que são idênticas (algumas possuem nos extremos borlas no formato de uma bolinha).
O Odyuzu deve ser usado da seguinte maneira: colocar na mão direita as que têm 2 tranças e do lado esquerdo, as de três tranças. Na hora do culto esfrega-se as contas pausadamente. Durante a prática quando não estivermos pronunciando o sagrado mantra Namumyuouhourenguekyou, devemos sempre segurá-lo ou colocá-lo no pescoço. Quando não estivermos usando, recomenda-se guardá-lo no porta-odyuzu. Em casa, guardar no oratório. - Livro-texto da HBS, Butsumaru, pág. 51 (adaptado).

Ser Humano = Planeta Terra

“Há uma comparação interessante no Budismo entre o homem e o firmamento. Aqui estão alguns exemplos. A cabeça redonda do homem é modelada à maneira do firmamento. O cabelo é comparado às estrelas pontilhando o céu. A queda do cabelo é como estrelas cadentes. Existem 12 principais juntas no corpo humano, indicando os meses do ano. Há 360 juntas ao todo, significando os 365 dias em um ano. De acordo com o calendário lunar, um ano compreende 360 dias. Além disso, os ossos são comparáveis às rochas, a carne ao solo e as veias aos rios. A respiração é como o vento soprando através de um vale.” (pág. 101, Introdução ao Budismo, de Elnosuke Akyia, Editora Brasil Seikyo).
--------------------------------
Alma = Pensamentos

“O budismo é monista. Pretende que a alma humana não é um composto de duas coisas: “atman” (o eu) e “manas” (a mente ou o pensmento), mas sim que somente está formada de pensamento. Os pensamentos do homem formam sua alma; eles, os pensamentos, são o seu eu, e não há “atman” que se separe do eu. Portanto, é completamente equivocada a tradução de “atman” por “alma”.
“Esta “atman”-superstição não é só comum na Índia, mas no mundo inteiro: corresponde ao egoísmo habitual do homem na vida prática; são duas ilusões procedentes da mesma fonte: a feira das vaidades mundanas que levam o homem a crer que a razão de ser de sua vida é o seu “eu”. O Buda tenta destruir por completo todo pensamento de “eu”, de forma que não dê mais fruto. Assim, o Nirvana de Buda é um estado ideal onde a alma do homem, depois de purificar-se de todo egoísmo vem a ser a residência da verdade” (trecho da introdução de Paul Carus, no citado Evangelho de Buda).

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Adote Uma Árvore, maio/2008

Adote Uma Árvore
Santa Teresa, maio/08 – Ano I – nº 11.
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Antonio Carlos Rocha (professor)
---------------------------------------------------
Editorial:
Salve Artur da Távola

Salve Artur da Távola, as pessoas estão dizendo que você morreu, mas nós, budisticamente, sabemos que você continua vivo, e bem vivo, na dimensão espiritual em que agora se encontra.
Lembro de você, Artur, no antigo Auditório Gil Vicente, da antiga Faculdade de Letras, da UFRJ, na antiga Avenida Chile, onde hoje estão construindo dois espigões.
Lembro de você, nesse auditório, fazendo palestras para nós, estudantes de Literatura Brasileira, em diálogos literários e linguísticos e entre outras, criativamente, nos declarando que, uma das funções do escritor é “levantar a saia da palavra para ver o que está escondido ali” tal e qual um menino descobrindo os primeiros prazeres.
Lembro de você em conversas com o CA, o Centro Acadêmico, nos primeiros encontros pró Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.
Lembro de você quando Leonel Brizola voltou do exílio e o repórter perguntou ou comentou algo sobre Artur da Távola e o depois governador eleito disse que conhecia Paulo Alberto, uma referência a você quando era deputado e foi cassado pelas posições nacionalistas.
Lembro de você em recente crônica no jornal O Dia, com o título: “Tal como o petróleo, o bondinho é nosso”, associando a histórica campanha dos anos 50: “O Petróleo é Nosso”, com a heróica luta da Amast pró-bondinho-social.
Lembro de você nos memoráveis, educativos e excelentes programas da Rádio MEC sobre música clássica, a vida e a obra dos grandes compositores.
Salve Artur, por essas e por outras é que, budisticamente, reafirmamos, você continua vivo e bem vivo, na dimensão espiritual em que agora se encontra.
Obrigado, reverências, muita paz e muita luz !
------------------------------------
* “Adote Uma Árvore” é um boletim ecológico-holístico mensal, artesanal, virtual e impresso. Edições anteriores veja no blog acima citado.

* Se você concordar, pode tirar cópias e passar adiante. Obrigado !

* Mantenha a cidade limpa e o seu bairro também. Não jogue esta folha no chão. Se não quiser deixe em uma banca de jornal. Peça ao jornaleiro, sempre vai aparecer alguém interessado.

* Entre, visite e conheça a Amast – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa: www.amast.org.br

* “SANTA TERESA PERDEU UM GRANDE AMIGO: Faleceu, ontem (09.05.08), Paulo Alberto Morehtson Monteiro de Barros, o popular Artur da Távola.
Artur da Távola foi nosso vizinho, pois durante algum tempo residiu no prédio, hoje demolido, do antigo Hotel Santa Teresa.
Muito jovem engajou-se ao lado do generoso projeto reformista, ainda que estabanado, encarnado pelo governo Goulart, elegendo-se deputado constituinte da Guanabara pelo PTB. Cassado, sobreviveu do jornalismo e nele firmou nome através de suas crônicas. Com a anistia tornou a ser eleito constituinte em 1988 e posteriormente senador por nosso Estado. Fundador do PSDB, dele se afastou, tornando a fazer prova de seu caráter desprendido e generoso, alegando que o governo tucano havia se inclinado demasiadamente para o campo conservador
Em reconhecimento aos gestos de atenção e carinho que ele, sempre generosamente, teve para conosco, em nome da AMAST, reproduzo à guisa de homenagem póstuma, a crônica que ele fez publicar em sua coluna de O Dia (21/06/07). Naquela ocasião manifestou, além de seu amor por Santa Teresa, sua opinião sobre os rumores relativos à privatização dos bondinhos que começavam a circular.
Adeus Artur e muito obrigado,
Álvaro Braga, pela AMAST”.

“ASSIM COMO O PETRÓLEO, O BONDINHO TAMBÉM É NOSSO:
Amo-te, Santa Teresa, porque recompões o ideal de uma cidade na qual o tempo tempera o progresso, fazendo-o servo jamais senhor,
Amo-te, por permitires beleza, luz, árvore, timidez e relação direta com o simples que virou raridade no comportamento alucinado dos homens. Amo o teu abrigo e a paz que trazes a este pedaço de um Rio que acabou contudo não desistiu de sonhar com vida possível, bela e o homem viável e solidário, desde que tratado com justiça e muita poesia. Agora que és vítima de tiroteios, agora mais que nunca, proclamo quanto te amo, bairro de Santa Teresa. Mesmo assim, foste e ainda és jardim sem angústia da urbana condição.
Amo-te, porque abrigas crianças saudáveis, com gato, esquina, pipa, ladeira, carrinho de rolimã, lanches fartos, brincadeiras de São João, vó na janela e já, já, namoro no portão.
Amo-te porque ainda tens bruma, casas arrevesadas, fadas, castelos amenos, fantasmas, refugiados de guerra, bruxas, consertadores de sofás, armazéns com contas, dengosas curvas, e um gosto de conspiração em tuas ruas pálidas. Oxalá iluminadas a querosene. Tens muros pelos quais passam, segredam e urinam os conspiradores contra a ordem material que enfeou o mundo, matou os rios, endoidou o homem e emparedou o passado.
E é porque te amo mesmo sem morar aí é que aplaudo e apoio a reunião de sua coletividade, sábado passado, quando se uniu para uma campanha à qual dou minha modesta adesão. Parece que há um projeto para entregar os novos bondinhos do bairro ao transporte exclusivamente de turistas.
Com razão a comunidade protesta. O bondinho deve ser tanto dos turistas como, principalmente, da população. Um absurdo tirar o morador do seu bondinho, o que resta no Rio de Janeiro de transporte poético, aberto ao vento saudável e ao canto dos passarinhos nas árvores do bairro abençoado. Impedir a população de usar o transporte de viagem mais poética e rápida, além de maldade sem fim é um ato antidemocrático. Assim como o petróleo, o bondinho é nosso”.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Núcleo Shakamuni, boletim nº 22, junho/2008

Núcleo Shakamuni
HBS-Rio, junho/2008, nº 22, Ano II
Hakuan (Antonio Carlos Rocha)
Gakutô (Auxiliar Sacerdotal)
antoniocpbr@click21.com.br
http://budismoprimordialrio.blogspot.com
Editorial:
Os Olhos do Dragão

“Certa vez, na China, um artista pintou na parede do Templo Anrakuji dois enormes dragões. As obras ficaram maravilhosas, mas não haviam sido pintadas as íris nos olhos dos dragões. Perguntado sobre o porquê, o pintor disse que se pintasse, o dragão adquiriria vida e sairia voando para nunca mais voltar. Como todos insistiram que pintasse, ele pintou, e como havia avisado, os dragões criaram vida e voaram para o céu. Desde então, até hoje é regra, quando pinta-se um dragão, pintar o olho e a íris por último. Assim, o dragão por completo poderá sobrevoar carregando toda a sua misticidade. Segundo o Sutra Lótus, o dragão, é um dos protetores do devoto do Sutra Lótus”
O trecho acima está na página 50 do livro citado abaixo.
As íris nos olhos do dragão são as nossas íris. Através deste caminho espiritual podemos nos libertar da roda do samsara, voar para o céu e de lá continuarmos com a nossa missão de expandirmos o Darma Sagrado. Podemos e devemos transformar esse mundo para melhor, com os olhos místicos e as lentes de novas íris enxergarmos a vida sob a dimensão primordial, búdica, espiritual.
Tenhamos a plena certeza, pois está assim no Sutra Lótus, os dragões da lenda acima, são as divindades, os seres de Luz que nos protegem na caminhada terrena.
Hakuan
----------------------------------------
A Força do Elo
“Este ano marca 100 anos de budismo, cem anos da imigração japonesa, é memorável demais. Durante todo esse tempo que se passou, não sei quais ventos me levaram a assumir a importante missão de elaborar esta biografia, algo totalmente além da minha capacidade. Sem descendência japonesa e procedência tradicional, como diria o provérbio japonês “Sei lá a qual cavalo pertence este osso!”. Inicialmente titubeei, mas ao ser solicitado pelos membros da comissãodos 100 anos do Budismo Primordial HBS, aceitei a missão. Agora vejo que até mesmo todas as minhas fraquezas, me favoreceram. Sinto algo muito mais forte que qualquer capacidade, acima de tudo, o que Ibaragui sentiu toda a vida, a força do elo. Isso me faz crer, que era importante eu fazer para encontrar a minha identidade interligada a essa maravilhosa história.
Agradeço à Imagem Sagrada do Gohonzon, Namumyouhourenguekyou, aos meus mestres, Nishimura Nitiji e Mimaque Nitigue, ao meu padrinho de ordenação, Mizoguti Akira, parente de Ibaragui, à confiança do Arcebispo Saito e 12º Arcebispo Takassaky, demais bispos, sacerdotes e, principalmente a todos os fiéis e à família que sempre, durante esses 30 anos de carreira, me apoiaram. Nos templos do Budismo Primordial HBS, fui criado por todas as gerações japonesas. Familiarmente possuo descendências italiana, portuguesa, africana e turca, tão miscigenado assim, sinto-me produto dos 100 anos, muito brasileiro.
Agradecerei qualquer orientação que possa enriquecer mais ainda essa história e, com profunda gratidão e determinação, prometo me esforçar para continuar expandindo o Darma Sagrado. Não só Buda como também os grandes mestres são meus maravilhosos ideais, todavia, seguirei os passos de Ibaragui para chegar até eles. (pág. 438 do livro O que é Primordial, Budismo 100 anos, Centenário da Imigração Japonesa, 2008), de Kyohaku Correia.

Lema do Budismo Primordial HBS:
“Oramos pela harmonia do universo, através da prática de virtudes, do aperfeiçoamento espiritual e da solidariedade dos seres”.

Palavras Dármicas: “Eu vos respeito profundamente, de maneira nenhuma vos desprezo. Isso justamente porque vós todos, ao praticardes o Caminho de Bossatsu (Bodhisatva), certamente atingireis a iluminação”.

* Núcleo Shakamuni é um boletim mensal, artesanal, impresso e virtual no município do Rio de Janeiro. Homon Butsuryu Shu – HBS (Budismo Primordial) é a mais antiga linhagem budista no Brasil. Chegou aqui em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Nosso núcleo de expansão está ligado ao Templo Nyorenji, Curitiba, PR, Bispo Kyohaku Correia, nosso Mestre (Odoshi): www.budismo.com.br e ao templo Hoshoji: Estrada RJ 99, nº716, bairro Piranema, Itaguaí – RJ, Monge responsável: Sacerdote Jyunshô, tel/fax: (21) 2687-6114.

* Se você quiser uma reunião de estudos, orações, prática de Odaimôku (recitação contínua do Mantra Sagrado Na Mu Myou Hou Ren Gue Kyou) ou atendimento espiritual em sua casa, no seu trabalho, escola, colégio, faculdade ou praça pública, por favor, nos avise.

* Importante: Se você concordar pode tirar cópias e passar adiante.Obrigado !

* Reuniões Públicas: Núcleo Shakamuni – toda quarta-feira, às 19:15 e no primeiro sábado de cada mês, às 16 horas. Av. Presidente Vargas, 509 sala 503 (próximo à Estação Uruguaiana do Metrô). Tel. 2222-1126. Visite-nos ! Seja bem-vindo(a) !

* Os boletins anteriores e informações sobre cursos e palestras estão no blog acima citado e no site www.espacoyogananda.com

* Mensalidade: Se possível, colabore com R$ 10,00 para manutenção da sala e dos anúncios veiculados na imprensa alternativa.


O QUE É PRIMORDIAL - Posfácio

“Este ano estamos comemorando os cem anos da Imigração Japonesa e também o Centenário do Budismo Primordial, Honmon Butsuryu-Shu (HBS) do Brasil.
A história do budismo no Brasil se confunde com a própria história da imigração japonesa, pois quando o navio da primeira leva, Kasato-maru, atracou em Santos, no dia 18 de junho de 1908, o fundador Ibaragui Nissui, se encontrava a bordo para difundir o Darma Sagrado e proporcionar as bênçãos.
2008 será um ano histórico e inesquecível a todos nós. Precisamos demonstrar a gratidão e festejar em grande estilo. Em homenagem ao nosso Fundador, várias metas foram estabelecidas tais como: a conversão, a construção do museu, a efetivação de um sacerdote em cada templo, tradução das Três Escrituras Sagradas de Nitiren e outras.
Graças a este ensejo ímpar, o grande sonho da biografia completa de Ibaragui Nissui Shonin, alimentado há vários anos, se tornou realidade. Com isso, a vida de um verdadeiro ser altruísta, Hongue no Bossatsu, está sendo eternizada, para que a sua história de luta, renúncia e de compaixão passe de geração à geração.
Gostaria de parabenizar o sacerdote e autor, Bispo Kyohaku Correia, pelo esforço e determinação na concretização dessa importante obra. Agradeço a todos que contribuíram de alguma forma para esta elaboração. Mais uma meta do Centenário concretizada !
“Aquele que expande
o Namumyouourenguekyou,
levando bênção ao mundo,
é um Bodhisattva Primordial.”
(Verso Nissen, nº 1750)

- O texto acima, de autoria do 11º Arcebispo da HBS do Brasil, Hoomei Saito, encontra-se na página 433, do citado livro -